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Revolução francesa Processo Revolucionário Vestibular1

Revisão de História: Revolução francesa Processo Revolucionário

 

História: Revolução francesa Processo Revolucionário

Resumão – Revisão da Matéria de História – Revisando seus conhecimentos
História: Revolução francesa Processo Revolucionário

 

Revolução francesa Processo Revolucionário

O longo processo revolucionário francês foi complexo e contraditório. Para melhor entende-lo foi dividido em diferentes fases:
1. Revolta aristocrática
2. Assembleia nacional constituinte
3. Monarquia constitucional
4. Republica e convenção nacional
5. Governo do Diretório

Já estudamos 2 fases, continuemos:

3. Monarquia Constitucional: O domínio da Burguesia

Quando foi concluída a Constituição em 1791, a França tornou-se uma monarquia constitucional, em que o rei perdia os poderes absolutos do antigo regime, não estando mais acima das leis. Ele deveria respeitar as ordens da constituição.
Vejamos alguns dos principais pontos da constituição francesa de 1791, que exprimiam os ideais da burguesia.
Sociedade – igualdade jurídica entre todos os indivíduos. Extinguiam-se os privilégios hereditários da nobreza e do clero.
Economia – completa liberdade de produção e de mercado. Garantia-se a não interferência do estado na vida econômica. Proibiam-se as greves dos trabalhadores.
Religião – garantia-se a liberdade de crença religiosa
Política – os poderes do estado foram divididos em: Legislativo, Executivo e Judiciário. Assegurava-se a representatividade popular por meio de eleições para a escolha dos parlamentares. Os cidadãos eram subdivididos em ativos que tinham renda necessária para votar e passivos que não votavam.

Não aceitando a revolução, o rei Luís XVI conspirou, seu objetivo era organizar um exercito para invadir a França e restabelecer a velha monarquia absolutista. Ele tentou fugir da França para se aliar á forças exteriores, porém foi reconhecido na fronteira e foi levado para a capital francesa.
Assim o exercito Austro-prussiano invadiu a França e com muita luta dos revolucionários o exercito exterior foi derrotado.

 

4. Republica e Convenção Nacional: Girondinos, Jacobinos e planície.

A vitória da França deu nova força aos revolucionários. Em 22 de setembro os principais lideres políticos decidiram proclamar a republica. Proclamada a republica, a antiga assembleia foi substituída pela Convenção Nacional, que tinha como principal missão elaborar uma nova constituição para a França.

Nesse período, as principais forças do país eram as seguintes:
Os Girondinos – representava a alta burguesia defendia posições políticas moderadas, temendo que as camadas populares assumissem o controle da revolução. Eram favoráveis, por exemplo, à igualdade jurídica dos cidadãos, mas não uma igualdade econômica.
Os Jacobinos – representava à pequena e media burguesia e o proletariado de Paris. Defendia posições radicais. Queriam por exemplo, reduzir a imensa desigualdade econômica entre os franceses.
A Planície – representava a burguesia financeira. Conforme sua conveniência mudava de posição constantemente. Era oportunista, apoiando quem estava no poder.

Luís XVI foi levado a julgamento por traição a pátria. Foi condenado por conspirar contra a liberdade da nação e a segurança geral do estado em 21 de janeiro de 1793 o rei foi guilhotinado.

A execução do rei provocou emoção nos contrarrevolucionários, reorganização das forças estrangeiras e revoltas internas. Para enfrentar ameaças os jacobinos criaram uma serie de órgãos encarregados da defesa da revolução. Entre esse órgãos destacam-se:
Comitê de salvação publica: responsável pelo controle do exercito e da administração do país
Tribunal revolucionário: encarregado de vigiar e punir os traidores de causa revolucionaria. Esse tribunal foi responsável pela morte de, aproximadamente 40 mil pessoas na guilhotina.

Nesse período conhecido como fase do terror, o medo da guilhotina pairava entre os não jacobinos. Toda e qualquer pessoa suspeita podia ser presa e condenada como inimiga da revolução.

Instalou-se uma verdadeira ditadura dos jacobinos, sob a liderança de Robespierre. Esse para governar, procurava equilibrar-se entre as diversas tendências políticas, uma mais identificada com a burguesia e outras mais próximas das aspirações das camadas populares.

Durante seu governo, Robespierre conseguiu conter o ataque das forças estrangeiras. Aliviadas as tensões decorrentes da ameaça externa os girondinos e o grupo da planície uniram-se contra o governo de Robespierre.
Se o necessário apoio popular, Robespierre foi preso em 27 de julho de 1794, sendo logo depois, guilhotinado. Chega o final o regime do terror.

 

5. O governo do diretório: A ascensão de Napoleão

Com o fim do governo de Robespierre a convenção nacional passou a ser controlada por representantes da alta burguesia. A convenção decidiu, então, elaborar uma nova constituição para a França.

Concluída em 1795, essa constituição estabeleceu a continuidade do regime republicano, que seria, então, controlado pelo Diretório, órgão composto por cinco membros eleitos pelo legislativo.
O Diretório teve um período de governo conturbado pelas oposições políticas tanto dos grupos monarquistas – que planejavam retornar ao poder – quanto dos grupos populares jacobinos – que também conspiravam contra o Diretório, nesse período um jovem general, Napoleão Bonaparte, adquiria prestigio político e militar reprimindo as rebeliões contra o governo e obtendo campanhas externas.

O golpe de 18 Brumário: No dia 10 de novembro de 1799 (18 brumário pelo novo calendário instituído pela revolução), Napoleão, contando com o apoio de influentes políticos e certo prestigio popular, dissolveu o diretório e estabeleceu um novo governo, o Consulado.

O papel de Napoleão foi de evitar uma possível ascensão ao poder de setores mais identificados, com o interesse das camadas populares ou dos antigos monarquistas. Com isso, Napoleão consolidou as conquistas da burguesia e abria caminho para o desenvolvimento capitalista francês, encerrando o ciclo revolucionário.

 

6. Era Napoleônica

A Europa viveu em um período de grande intranquilidade durante o processo revolucionário na França. De um lado, a burguesia francesa não tinha paz com as constantes ameaças de monarquistas e revolucionários radicais.

De outro lado, as monarquias tradicionais europeias, temendo o avanço dos ideais revolucionários em seus países, aliaram-se para lutar contra o expansionismo francês.
O golpe de estado de 18 Brumário (10 de novembro de 1799) marca o final do processo revolucionário na França e o inicio de um novo período: a era napoleônica.

Voltar a estudar: Revolução francesa Introdução e Processo Revolucionário

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Publicado em:História

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