Simbolismo na Europa e nas Américas - Vestibular1

Simbolismo na Europa e nas Américas

Revisão de Literatura: Simbolismo na Europa e nas Américas

 

Literatura: Simbolismo na Europa e nas Américas

Resumão – Revisão da Matéria de Literatura – Revisando seus conhecimentos
Literatura: Simbolismo na Europa e nas Américas

Revisão de Simbolismo na Europa e nas Américas

 

Simbolismo na Europa e nas Américas

As características do simbolismo, o culto do vago, do mistério, a busca do ideal, somados ao desejo de encontro da “poesia pura”, irradiando-se na França a partir de 1857, data da publicação das Flores do Mal. Bandelaire é o primeiro grande nome do movimento, com sua poesia visionária, que, a um só tempo, conta a vida artificial das metrópoles, o desejo do desconhecido e o sonho de uma pátria “anterior”, de raiz platônica.

Rimbaud, o poeta rebelde, leva à exasperação a sua vidência, com imagens alucinadas poetizando o rito pagão do encontro do homem com as forças vitais da natureza. Já Verlaine é o poeta dos meios tons, dos estados vagos de alma, criador de linguagem essencialmente musical.

Mallarmé é quem realmente revoluciona a poesia simbolista. A prosa ganha novo impulso com J. K. Huysmans e Villiers de L’Isle Adam, que nos romances À Rebours (1884) e Ascel (1890), criaram típicos heróis decadentistas. Entre figuras como Rodenbach, Verhaeren, Maeterlinck, este último é o maior representante de uma literatura de sonho, que se realiza nos dramas estatísticos, em que o difuso diálogo prenuncia o destino místico das vítimas.

Sob a direta influência francesa, o movimento estabelece-se na Rússia, Itália, Espanha e Portugal. Simbolismo tardio foi o que ocorreu na Rússia, pois só se manifestou na virada do século XIX.
Seus mais importantes poetas são: Ivanov, Biély, Alexandre Blok. Na Itália, o movimento simbolista inicia-se por volta de 1889, com o romance político Il. Piacere, de Dánnunzio.

Na Espanha, verifica-se uma revolução espiritual e poética que se funde à renovação política, no protesto de 1898.
Em Portugal, O Simbolismo foi introduzido por Eugênio de Castro em 1890 com Varistos. Dono de estilo rebuscado, adotando superficialmente os valores simbolistas, é um poeta que lembra os parnasianos por seu rigor formal. Antônio Nobre e Camilo Pessanha foram quem conseguiu introduzir a musicalidade de expressão e os tons vagos da alma – marca registrada do Simbolismo.

Quanto à Inglaterra e Alemanha, é preciso considerar que tiveram um Romantismo sui generis, que antecipa o Simbolismo. Entre os ingleses, consideramos a influência de Wordworth, de Shelley.
A figura mais representativa do simbolismo Alemão é Stefan George, seguidor da sutileza musical de Verlaine. Vendo a Paris em 1889, conheceu as principais figuras do Simbolismo francês e, a partir daí, divulgou o movimento na terra natal.

Na América de língua inglesa, a rigor, não se pode falar em Simbolismo.
No Brasil o Simbolismo foi introduzido por Cruz e Souza (Broqueis 1893).

 

Limites Cronológicos do Simbolismo

Antes de o Simbolismo difundir-se pela Europa e Américas, viveu instantes de conflito, convulsão, até poder firmar-se de vez como corpo doutrinário respeitável.
O movimento inicia-se por volta de 1857, com a publicação das Flores do Mal, foi um marco inicial do movimento, revolucionado a poesia francesa, graças ao poder visionário do autor, ao gosto do mórbido e à sugestão das correspondências.

Em 1881, Paul Bourget publica o artigo intitulado “Théorie de la Décadence” quando, utiliza, pela primeira vez o termo “decadência”, para designar “a situação da sociedade que produz um grande número de indivíduos incapazes de achar seu próprio lugar na faina do mundo.

A glosa dos textos dos principais poetas da época ajudou a defender a nova poética, graças ao caráter normativo da crítica, que mesmo pelo “avesso”, detectou os aspectos fundamentais do Simbolismo.
Em 1888, notam-se os primeiros sinais do desgaste do movimento, onde Brunetiére critica novos poetas a incitação flagrante de Baudelaire.
Em 1993 é a data em que Cruz e Souza faz sua profissão de fé simbolista em Broqueia, dando inicio ao Simbolismo brasileiro.

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