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Revisão de Literatura: Simbolismo Origens e Características

 

Literatura: Simbolismo Origens e Características

Resumão – Revisão da Matéria de Literatura – Revisando seus conhecimentos
Literatura: Simbolismo Origens e Características

Revisão de Literatura: Simbolismo Origens e Características

 

Simbolismo Origens e Características

Origens do Simbolismo

O Simbolismo configurou-se como doutrina na França, graças a poetas e doutrinadores do porte de Bandelaire, Riambauol e Mallarmé, mas seus percussores encontraram-se na literatura anglo-germânica. E aquilo que entre os franceses, no Simbolismo, se traduzia por novos temas e por uma subjetividade que controlava emoções, já era patente entre os românticos ingleses.

Pois, os poetas através da musicalidade e de seus poemas fornecem indiretamente a emoção contida, utilizando-se do adequado uso de imagens concretas para traduzir estados de espírito, evitando-se a declamação retórica e o derramamento emotivo.

O senso de mistério, a concepção de um mundo oculto por detrás do visível, são ideias muito caras dos simbolistas, que já tinham sido antecipadas pelos românticos alemães. Segundo Novalis, poeta alemão, acreditava que poesia e misticismo eram similares: “o sentido da poesia tem muito em comum com o do misticismo”. É o sentido do particular, do pessoal, do desconhecido, do misterioso, da revelação. Representa o intraduzível, vê o invisível, sente o invisível.

Nas literaturas de língua portuguesa, é possível ver na Guerra Junqueiro de Os Simples passos de sutil musicalidade e, num Antero de Quental, em sua fase noturna e pessimista, a tendência idealista, que rompe com as fronteiras do Realismo.

Também Gomes Leal, em cujo soneto “Visionário ou Som e Cor” se vislumbram traços das correspondências baudelairianas. O Simbolismo brasileiro deve um pouco do que é as ousadias sensoriais de um Raimundo Correia.

 

Características do Simbolismo
Eis as características simbolistas que alguns românticos e parnasianos anteciparam: a capacidade sugestiva, a musicalidade de expressão e o idealismo de origem platônica. Este último, pedra de toque do Simbolismo, tanto para os românticos quanto para os Simbolistas, origina-se do místico sueco Emmanuel Swedenborg, para quem “todas as coisas que existem na natureza, desde o que há de menos ao que há de mais são correspondências.

A razão para que sejam correspondências reside no fato de que o mundo natural, com tudo o que contém, existe e subsiste graças ao mundo espiritual, e ambos os mundos graças à Divindade”. Estas ideias satisfizeram o gosto romântico, pela sua íntima relação com a concepção de mundo cristã.

Em síntese, enquanto o romântico deseja abandonar a terra para encontrar Deus, o simbolista deseja encontrar a unidade do material e do espiritual aqui na terra, de modo a “recuperar a unidade de um mundo artificialmente dividido”, segundo Charles Feidelson Jr..
O “evangelho das correspondências” é o núcleo da poesia simbolista. Desprezando o aparente, o visível, o simbolista parte em busca do que se oculta, daquilo que constitui a essência das coisas. A relação entre o mundo material e o espiritual recebe o nome de “correspondências”, título dado a um dos mais significativos poemas de Baudelaire.
A fusão de diferentes sensações, as chamadas sinestesias, é um esforço para recuperar a linguagem original, aquela m que a palavra mais do que simples representação dos objetos, é também coisa ela própria.

Trabalhando com as imagens sinestésicas, o poeta deseja representar o instante de percepção de um objeto, de um movimento, sem a incômoda intervenção da inteligência, que tende a separar as sensações em blocos distintos. Segundo Baudelaire, encontrada a correspondência entre os sentidos, o homem está apto a participar do mundo da natureza, em que o mundo material não está de modo algum dissociado no espiritual.
Mallarmé tenta fazer da poesia meio para chegar ao cerne da vida, que, por sua vez, é misteriosa, indecifrável. A ideia fundamental de Mallarmé é a de recuperar a poesia para recuperar a poesia meio para os mais diversos fins.

Mallarmé revoltou-se contra os parnasianos e fez severas críticas a este movimento, porque estes eram parcos em mistérios ao conceber a poesia como grosseira mimese do real. Para o poeta francês o segredo está em sugerir, o que se consegue através do adequado e “perfeito uso” do símbolo. É impossível dissociar sugestão de símbolo, pedra de toque do movimento a que inclusive, deu o nome.

Pois, símbolo é tarefa das mais delicadas conceituá-lo, porque possui uma série de acepções diferentes, muitas vezes confundido com signo, ou mesmo com algo que os simbolistas repudiavam, a alegoria. Edmundo Wilson, diz: “os símbolos do Simbolismo têm de ser definidos de maneira algo diversa dos sentidos dos símbolos comuns – o sentido de que a Cruz é o símbolo da Cristandade ou as Estrelas e Listras o símbolo dos estados Unidos”.

A capacidade sugestiva do símbolo é que permite aproximar a poesia simbolista da música, a ponto de poetas das mais diferentes latitudes escreveram não só “artes poéticas”, como também recheavam os textos de violinos, violões, flautas, etc. A tentativa de erguer a poesia à condição de música justifica-se pelo fato de a música ser subjetiva e a mais sugestiva das artes, a música serve para exprimir estados de alma, através sonoridade.

Mallarmé é que é o verdadeiro inovador, no sentido de que concebia a relação poesia/música pensando num problema de estrutura.

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