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Revisão de Atualidades: O Iraque de Saddam Hussein

 

Atualidades: O Iraque de Saddam Hussein

Resumão – Revisão da Matéria de Atualidades – Revisando seus conhecimentos
Atualidades: O Iraque de Saddam Hussein

Revisão de Atualidades: O Iraque de Saddam Hussein

 

O Iraque de Saddam Hussein

Introdução
O Iraque é um país do Oriente Médio, com uma população de etnia preponderantemente árabe. Compreende basicamente a antiga Mesopotâmia, englobando a maior parte dos vales do Tigre e do Eufrates. Sua superfície, de 434.128 km2, é superada na região pela Arábia Saudita, Irã e Turquia. Seu contato com o mar se faz apenas pela embocadura do Chatt al-Arab (rio resultante da junção do Tigre e do Eufrates), no Golfo Pérsico.

Até 1958, o Iraque foi um reino pró-ocidental cujo monarca, aliás, era primo do rei da Jordânia. Naquele ano, uma sangrenta revolução republicana colocou o país sob a ditadura de diversos generais, derrubados um após outro por sucessivos golpes militares, até que em 1979 Saddam Hussein assumiu o poder.

O regime de Saddam conseguiu consolidar-se graças a vários fatores:
1) Os postos-chave estão nas mãos do clã de Saddam, originário de uma pequena cidade do interior e cujos membros mantêm entre si fortes laços de solidariedade;
2) foi criada uma organização paramilitar – a Guarda Nacional Republicana – superior ao próprio Exército em termos de efetivos e de confiabilidade pelo governo;
3) uma implacável polícia secreta, sobre a qual não pesam quaisquer restrições legais, persegue, tortura e mata os suspeitos de oposição ao regime;
4) uma intensa propaganda nacionalista exalta continuamente a figura do ditador perante a população.

Guerra Irã–Iraque
Em 1980, o Iraque atacou o vizinho Irã, onde se instalara no ano anterior um governo xiita fundamentalista (isto é, vinculado a uma interpretação estrita do Alcorão). Ao iniciar a guerra, Saddam Hussein pretendia ampliar o território iraquiano junto ao Golfo Pérsico, inclusive anexando uma província iraniana cujos habitantes são predominantemente árabes (a grande maioria dos iranianos é de etnia persa).

As potências ocidentais, preocupadas com o fundamentalismo islâmico (que é uma força em crescimento e tem um caráter acentuadamente antiocidental), forneceram armas ao Iraque, o qual também contou com o apoio das monarquias árabes conservadoras do Golfo Pérsico.

Todavia, o Irã, cuja população é muito maior que a do Iraque (na época, 66 e 20 milhões, Aespectivamente), recebeu certo auxílio da URSS e, principalmente, contou com a galvanizante liderança do aiatolá (membro do alto clero xiita) Khomeini, que apresentou a luta contra o Iraque como uma nova Jihad (Guerra Santa).

O Irã empregou combatentes de até 12 anos e, com isso, conseguiu conter as forças iraquianas. A guerra terminou em 1988 sem ganhos territoriais. O Iraque ficou terrivelmente endividado, embora dono de um impressionante arsenal de armas convencionais.

A Guerra do Golfo
Em 1990, Saddam Hussein invadiu o Kuwait para anexá-lo ao Iraque, o que daria ao governo iraquiano o controle sobre uma parcela extremamente significativa da produção mundial de petróleo e poria em risco a segurança das potências importadoras. Por outro lado, ao tentar suprimir uma monarquia árabe conservadora, Saddam ameaçava a estabilidade dos Estados similares da região (Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Omã).

Uma coalizão de 30 países, tendo à frente os EUA, Grã-Bretanha e França, foi autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU a desalojar os iraquianos do Kuwait. Além das monarquias já citadas, dois Estados árabes republicanos – Egito e Síria – participaram do bloco anti-Iraque.

O primeiro fê-lo por ser um país atualmente alinhado com os Estados Unidos, que lhe proporcionam uma importante ajuda econômica e militar. Já a Síria, embora seu ditador Hafez Assad (no poder desde 1970) não fosse propriamente pró-Ocidente, é um país cujos dirigentes tradicionalmente disputam com o Iraque a liderança das massas árabes do Oriente Médio.

Israel, embora atacado por mísseis iraquianos (que causaram danos insignificantes), absteve-se de intervir, para não causar uma reação negativa entre os aliados muçulmanos dos EUA.
Como a URSS se encontrava em franco processo de desagregação e a Guerra Fria perdera seu sentido, os iraquianos não receberam qualquer auxílio dos russos.

Em quarenta dias, submetido a bombardeios devastadores e com seu exército em frangalhos, o Iraque assinou um cessar-fogo (fevereiro de 1991). Não obstante, Saddam Hussein conseguiu conservar-se no poder.

Curdos e Xiitas
Os curdos são, atualmente, o maior grupo étnico do mundo (25 milhões) sem um Estado próprio. Resultado da miscigenação entre turcos, persas e árabes, seguem o islamismo e possuem um idioma próprio. Sua pátria – o Curdistão – é uma região montanhosa do Oriente Médio dividida entre Irã, Iraque, Síria, Turquia e Azerbaidjão.
O movimento autonomista dos curdos é gravemente prejudicado por conflitos internos e dissensões tribais. Além disso, todos os governos que controlam áreas habitadas por curdos exercem uma violenta repressão sobre eles.

Nos anos 70, os curdos do Iraque agitaram-se bastante em busca de sua independência, aproveitando a instabilidade que caracterizou o país entre a queda da Monarquia e a ascensão de Saddam Hussein. Este, porém, conseguiu impor seu controle sobre as montanhas do norte iraquiano, inclusive empregando táticas de genocídio – destruição de cidades inteiras e a morte de milhares de civis pela ação de armas químicas.

Em 1991, na esteira da derrota iraquiana na Guerra do Golfo, os curdos revoltaram-se mais uma vez.
Os xiitas que habitam o sul do Iraque também se levantaram contra Saddam; este pertence ao grupo sunita do islamismo, minoritário no Iraque.

Em 1992, sob pressão dos EUA, a ONU tomou duas importantes decisões:
1) Impôs um embargo internacional ao Iraque. Este, proibido de vender petróleo (praticamente seu único produto de exportação), viu-se estrangulado economicamente, com graves consequências para a população – desemprego, fome e aumento das doenças e da taxa de mortalidade.
2) Criou duas zonas de exclusão aérea, isto é, áreas vedadas à Força Aérea Iraquiana e patrulhadas por aviões norte-americanos e britânicos. A primeira zona de exclusão, no norte do Iraque, visa “proteger” os curdos; outra, no sul, tem a mesma finalidade em relação aos xiitas. Note-se, porém, que as forças iraquianas podem se deslocar livremente por terra. Por essa razão, no fértil e plano Iraque Meridional, o ditador iraquiano adotou o método de inundar certas áreas e drenar outras, para quebrar a resistência dos xiitas. Devemos também lembrar que os EUA fecham deliberadamente os olhos à matança de curdos praticada pela Turquia, que é aliada dos norte-americanos e membro da OTAN.

Final do poder
Por pressão da França e Rússia, a ONU resolveu permitir ao Iraque vender certa quantidade de petróleo para poder importar alimentos e remédios, com vistas a aliviar o sofrimento de seu povo. Mas a situação dos iraquianos continua dramática.

Saddam retomou o controle sobre o Curdistão, onde estão situadas as jazidas petrolíferas de Mossul (que, juntamente com as de Kirkuk, são as mais importantes do Iraque). Para tanto, lançou uma ofensiva terrestre, apoiada pelo Partido Democrático do Curdistão – inimigo implacável da União Patriótica do Curdistão. A própria capital curda, Arbil, caiu em poder das forças de Bagdá.

Tentando desenvolver um potencial militar independente de fornecimentos externos, Saddam Hussein investiu pesadamente em pesquisas nucleares e na produção de armas químicas (gases venenosos) e biológicas (produção de bactérias).
Mas o reator nuclear iraquiano foi destruído pela aviação israelense. Quanto às armas químicas e biológicas, a ONU fiscalizava a destruição dos depósitos iraquianos que armazenam esses artefatos.

3a. Guerra do Golfo ou Guerra do Iraque
Em 2001, como uma resposta aos ataques terroristas do 11 de setembro em Nova York e Washington, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, incluiu o Iraque no chamado “eixo do mal”, o que abria caminho para a nova campanha militar norte-americana contra o país. Contrariando as resoluções da ONU impostas após a Guerra do Golfo, e de manter vínculos com o terrorismo internacional. Saddam Hussein, que negou as acusações, acusou Bush de manipular a suposta ameaça que o Iraque. Em 2003, Bush moveu contra Saddam uma guerra para tirá-lo do poder, acusando-o de cúmplice no terrorismo anti-estadunidense. Sua retirada do poder, porém, não significou paz para o Iraque, mas sua definitiva conflagração.

Apesar dos grandes genocídios a ele atribuídos, os defensores de Saddam Hussein argumentam que precisava de neutralidade o julgamento que, segundo eles, deveria acontecer em um tribunal internacional, com juízes de várias nacionalidades.

A Situação Atual
A ocupação americana no Iraque terminou em 2011, mas a insurgência iraquiana prosseguiu e intensificou-se sob a influência da guerra civil síria.

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