Obras e características de Machado de Assis 2 - Vestibular1

Obras e características de Machado de Assis 2

Revisão de Literatura: Obras e características de Machado de Assis 2

 

Literatura: Obras e características de Machado de Assis 2

Resumão – Revisão da Matéria de Literatura – Revisando seus conhecimentos
Literatura: Obras e características de Machado de Assis 2

Revisão de Literatura: Obras e características de Machado de Assis 2

 

Obras e características de Machado de Assis 2

III – A Poesia
A poesia de cunho filosófico, a reflexão sobre o ser, o tempo e a moral constituem os momentos mais bem realizados do livro, no qual se incluem poemas antológicos (parte botânica, estudo das flores) como “Soneto de Natal” “Suave Mari Magno”, “A Mosca Azul”, “Circulo Vicioso”, “No Alto” e “Mundo Interior”. É sempre uma poesia discreta sem arrebatamentos, reflexiva e densa, culta, abstrata, correta, mas quase sempre ausente de emoção e vibratilidade.
Um dos sonetos de Machado de Assis “Carolina” está incluindo como dedicatória do livro de crônica e contos Relíquias de Casa Velha (1906), que ele já viúvo, dedicou a sua esposa e companheira Carolina. Curiosa esta pungente (dolorosa) manifestação de afeto e ternura de um homem em cujos romances as mulheres sempre pérfidas (traidoras, desleais), volúveis, interesseiras, dissimuladas, e que citando o que Schoppenhower, dizia a todo tempo: “Mulheres são animais de cabelos longos e ideias curtas”.

 

IV – Teatro
Quase todas as comedias de Machado são da década de 1960 contemporâneas, portanto, das produções “românticas” na poesia. São mais contos diálogos que propriamente peças teatrais, revelam-se melhores quando lidas do que quando encenadas.
Estas comedias foram encenadas com algum êxito durante a vida do seu autor e são: “A Queda que as Mulheres têm para os Tolos”, “Desencontros”, “Quase Ministro”, “O caminho da Porta”, “Protocolo”, “Não Consultes o Medico”, “Os Deuses da Casaca” e Tu, só tu, Puro Amor, inspirada no episodio de Inês de Castro de “Os Lusíadas”, de Camões e encenada em comemoração ao tricentenário do poeta português.

 

V – A Crônica
Machado de Assis militou na imprensa diária do Rio de Janeiro, durante quase toda a sua vida passou pelas redações, entre outras do Correio Mercantil, do Diário do Rio de Janeiro, da Gazeta de Noticias de O Século. As crônicas que escreveu oscilavam da linguagem sarcástica dos tempos de militância liberal, ao intimismo das paginas de Relíquias de Casa Velha. Nomeado funcionário publico subordinado à Secretaria de Estado, não pode atuar de forma mais ostensiva no Movimento Abolicionista, o que serviu de base à ideia de que Machado não se interessou pela sorte dos escravos, dos quais descendia pelo lado paterno.

As crônicas, pela maior liberdade que permitem revelam a tendência de Machado para o divertimento. Vai do corriqueiro ao sublime, do cotidiano ao extraordinário, do pequeno ao grandioso, do real ao imaginário. Monta verdadeiros labirintos lógicos para a seguir, rir-se da lógica entre as coisas que, ou para mostrar que existe efetivamente uma esquisita lógica, ou para mostrar que existe uma esquisita lógica entre as coisas que julgamos distantes ou desconexas.
É exatamente esse processo de relações conectadas pelo riso, de contemplação, ou de metafísica pratica que fundamenta a técnica de composição Machadiana.
Embora Machado não fosso republicano, não era contra os republicanos. De seu ponto de vista a única diferença substancial entre os regimes era a ausência ou a presença do imperador, e embora simpático à sua figura de velho, não acreditava em outro poder publico que não o eleito.

Mas ali se punha um problema que o fazia desiludido da política: o da desonestidade das eleições e da imoralidade das manobras do submundo político. Essa postura é evidente em Esaú e Jacó, o romance mais político d e Machado.

 

VI – A Critica Literária e Teatral
Apesar de pequena a produção machadiana no gênero, revela honestidade, senso estético, fina capacidade analítica e independência intelectual que o colocaram acima dos modismos de sua época.
Entre seus melhores trabalhos críticos incluem-se as apreciações sobre o poema de Castro Alves (em carta a José de Alencar), as considerações sobre a pouca originalidade da poesia arcádica e o estudo sobre Eça de Queiros que suscitou polemica.

 

VII – O Conto
O contista Machado de Assis, para muitos supera o romancista. Coube a ele dar ao conto densidade e excelência insuperável em nossa literatura, fundando esse gênero e abrindo caminhos pelos quais, mais tarde, iriam trilhar Mario de Andrade e Clarice Lispector, para ficarmos em apenas dois machadianos modernos.
Distinguem-se duas frases: a primeira dita “romântica” com os livros “Contos Fluminenses” e “Historias da Meia Noite”. A segunda realista inclui os melhores contos: “Papeis Avulsos”, “Historias sem Data”, “Varias Historias” e “Relíquias de Casa Velha”.

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