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Machado de Assis Revisão de Literatura por Vestibular1

Revisão de Literatura: Obras e características de Machado de Assis 3

 

Literatura: Obras e características de Machado de Assis 3

Resumão – Revisão da Matéria de Literatura – Revisando seus conhecimentos
Literatura: Obras e características de Machado de Assis 3

Revisão de Literatura: Obras e características de Machado de Assis 3

 

Obras e características de Machado de Assis 3

VII – O Conto
Na fase romântica a angustia oculta ou patente das personagens é determinada pela necessidade de obtenção de status, quer pela aquisição de patrimônio, quer pela consecução de um matrimonio com parceiro mais abonado. “Segredo da Augusta” e “Miss Dollar” antecipavam a temática de “A Mão e a Luva”, o dinheiro como notável (móvel) do casamento.

O tema da traição (suposta ou real), antes de aparecerem em D. Casmurro, já estava nos contos “A Mulher de Preto” e “Confissões de uma Viúva Moça”.
Nessa primeira fase, a mentira é punida ou desmascarada. Há nisso um laivo de moralismo romântico, na pregação de casos exemplares. Mas essa linha será, a seguir superada, ainda na fase romântica. Em “A Pasta” (Parasita Azul), o enganador triunfa pela primeira vez.

O calculo frio, o cinismo, a máscara e o fogo de interesses constituem o cerne desse realismo utilitário, para o qual pendem especialmente as personagens femininas, capazes de sufocar a paixão, o amor, em nome da “fria eleição do espírito” da segunda natureza, tão imperiosa como a primeira. A segunda natureza do corpo é o status, a sociedade que incrusta na vida.

 

Contos de Machado de Assis
Esaú e Jacó
O titulo é extraído da Bíblia, remetendo-nos ao gênesis a historia de Rebeca, que privilegia o filho Jacó, em detrimento do outro filho, Esaú, fazendo-os inimigos irreconciliáveis. A inimizade dos gêmeos Pedro e Paulo, do romance desde o ovo.
É o romance da ambiguidade, narrado em terceira pessoa pelo Conselheiro Aires. Pedro e Paulo seriam “os dois lados da verdade”.

À medida que vão crescendo os irmãos começam a definir seus temperamentos diversos, são rivais em tudo. Paulo é impulsivo e arrebatado, Pedro é dissimulado e conservador, o que vem a ser motivo de brigas entre os dois.
Já adultos, a causa principal de suas divergências passa a ser de ordem política: Paulo é republicano e Pedro Monarquista. Estamos em plena época da Proclamação da Republica, quando decorre a ação do romance.

Até em seus amores, os gêmeos são competitivos. Flora a moça de quem ambos gostam se entretém com um e outro, sem se decidir por nenhum dos dois: é retraída, modesta e seu temperamento avesso à festa e alegrias levou o Conselheiro Aires a dizer que ela era “inexplicável”.

O conselheiro é mais um grande personagem da galeria machadiana que reaparecerá como memorialista no próximo e ultimo romance do autor: velho diplomata aposentado, de hábito discreto e gosto requintado, amante de citações, eruditas, muitas vezes parece exprimir o pensamento do próprio romancista.
As divergências entre os irmãos, muito embora, com a morte de Flora, tenham jurado junto ao seu tumulo uma reconciliação perpetua. Continuam a se desentender, agora em plena tribuna, depois que ambos se elegeram deputados, e só se reconciliam no fim do livro, com novo juramento de amizade eterna, este feito junto ao leito da mãe agonizante.

 

VIII – Ultimo Romance
Memorial de Aires
Ultima obra de Machado de Assis foi publicada em 1908, ano da Morte do escritor. Com “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, esta obra não tem propriamente um enredo, estrutura-se em forma de diário escrito pelo Conselheiro Aires (personagem) onde o narrador relata, miudamente, sua vida de diplomata aposentado no Rio de Janeiro de 1888 e 1889.

Sucedem-se nas anotações do Conselheiro episodio envolvendo pessoas de suas relações leituras do seu tempo de diplomata e reflexões quanto aos acontecimentos políticos. Destaca-se dando certa unidade aos vários fragmentos de que o livro é composto, a história de Tristão e Fidélia.

Fidélia, viúva moça e bonita, e grande amiga do casal Aguiar. Tristão, afilhado do mesmo casal viajava para Europa, em menino, com os pais.
Visando, agora, o Rio de Janeiro dá muita alegria aos velhos padrinhos. Tristão e Fidélia acabam por apaixonar-se e depois de casados, seguem para a Europa, deixando a saudade e a solidão como companheiros dos velhos Aguiar e D. Carmo.

Escrito após a morte de Carolina, revela uma visão melancólica a velhice da solidão e do mundo. D. Carmo seria a projeção da própria esposa de Machado, já falecida. A ironia e os sarcasmos dos livros anteriores são simplesmente substituídos por tons compassivos e melancólicos.
Memorial de Aires é apontado como o romance mais projetivo da personalidade e da vida de Machado de Assis.

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