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Oriente Médio

Revisão de História: Oriente Médio

 

História: O Oriente Médio

Resumão – Revisão da Matéria de História – Revisando seus conhecimentos
História: O Oriente Médio

Revisão de História: O Oriente Médio

 

O Oriente Médio

A Classe Operária

No apagar das luzes dos 8 anos da gestão do presidente Clinton, este acabou formulando uma proposta de paz para ser apreciada pelos israelenses e pelos palestinos. A proposta contém determinados avanços em relação à situação atual e consiste dos seguintes grandes pontos:
1. Devolução de 95% das terras da Cisjordânia aos Palestinos (preservadas, no entanto as mais de 100 colônias judaicas na região);
2. Autoridade palestina sobre 100% das terras da Faixa de Gaza;
3. Garantia de construção de uma ligação segura entre os dois territórios (distantes cerca de 100 quilômetros um do outro); e
4. Soberania palestina sobre Jerusalém Oriental (bairro árabe-muçulmano), incluindo aí a Esplanada das Mesquitas (Monte do Templo para os israelenses e Santuário Nobre para os muçulmanos).

Tais propostas não agradaram nem aos árabes nem aos israelenses, ainda que por motivos diferentes. Arafat, presidente da Autoridade Nacional Palestina, declarou certa simpatia às propostas, mas, ao consultar os países que integram a Liga dos Estados Árabes, esta rechaçou a proposta pelo fato de ser completamente omissa com relação ao direito de retorno dos refugiados palestinos das guerras de 1948 e 1967.

Desde a criação do Estado de Israel, em 29 de novembro de 1947 (instalado em 15 de maio do ano seguinte, por Bem Gurion), a ONU vem aprovando sistematicamente resoluções contra a ocupação dos territórios palestinos por parte de Israel. Essas resoluções são as de números 242, 393 e mais recentemente a 193 (Direito ao Retorno). No entanto, os Estados Unidos, aliados de primeira hora dos israelenses, nunca se dispuseram a aplicar tais resoluções.

Assim, adotam dois pesos e duas medidas, pois acatam apenas as resoluções que lhes interessam. É preciso registrar que os EUA não unificam mais o campo imperialista, pois a França e a Inglaterra já formulam propostas alternativas, ainda que a grande imprensa não dê cobertura a elas.

As estimativas mais recentes dão conta de cerca de 4 milhões de palestinos vivendo em campos de refugiados da ONU, que possui inclusive um órgão específico para cuidar dessas pessoas (o UNRWA). A grande maioria fica em acampamentos precários na fronteira com a Jordânia, Líbano, Síria e mesmo na pequena Faixa de Gaza, onde se espremem mais de 1 milhão de pessoas.

A ONU acaba sendo um mero coadjuvante nesse processo, pois as cartas são dadas pelo império norte-americano que, desde 1991, praticamente reina sozinho e soberano em toda a Terra. Seja pelo seu poderio militar, seja pelo poderio econômico, grande parte dele controlada pelo poderoso lobby sionista, os EUA arvoram-se como os que podem auxiliar no processo de paz, mas defendem exclusivamente os interesses dos israelenses.

 

Estado palestino

Não haverá paz justa e duradoura sem a devolução de terras árabes ocupadas militarmente. Mas mais do que isso: é preciso que se reconheça aos palestinos o mesmo direito assegurado aos israelenses desde 1947, que é o da construção de seu Estado soberano, com integridade territorial, soberania política, direito ao retorno de seus refugiados e garantia de organização militar e administrativa.

O mesmo direito assegurado aos judeus de todo o mundo de retornarem às suas terras ancestrais, defendido pelos sionistas (que virou Lei em Israel), é negado aos palestinos que perderam suas terras nas guerras de conquistas.

Com a proximidade das eleições parlamentares em Israel, a situação vai ficando cada vez mais polarizada. Ehud Barak, primeiro ministro renunciante ao cargo e candidato à reeleição, precisa de uma acordo com os palestinos para garantir a sua eleição.

Mas todas as pesquisas de opinião recentemente feitas dão como certa a vitória do candidato do Partido Likud, Ariel Sharon, um general reformado, de índole fascista, responsável, entre outras barbáries, pelo massacre de Sabra e Chatila no Líbano em 1982.

Foi esse mesmo cidadão que, em 28 de setembro, fez uma provocação aos palestinos, afrontando-os na Esplanada das Mesquitas. De lá para cá, mais de 400 pessoas já perderam suas vidas, naquilo que a imprensa tem chamado de a volta da Intifada.

As pitadas de radicalização cada vez maior ficam por conta dos grupos mais radicais dos palestinos, que possuem expressão de massa e são conhecidos como Hezbolah (Partido de Deus), Hammas entre outros. O conflito tende a se acirrar cada vez mais, ficando de um lado os palestinos, os povos oprimidos de todo o mundo (quem lhes prestam a solidariedade) e de outro os sionistas israelenses, tendo ao seu lado o imperialismo norte-americano.

*sociólogo, professor da Unimep, membro da Academia de Altos Estudos Ibero-Árabe de Lisboa

 

Putin em Havana – recados para Bush Miguel Urbano Rodrigues

Entre a última visita de um presidente da URSS a Cuba e a que Vladimir Putin realizou em dezembro transcorreram 11 anos. O mundo se tornou, nesse breve espaço de tempo, quase irreconhecível no tocante a relações de poder.

A União Soviética desapareceu e o sistema de poder dos EUA exerce um domínio praticamente hegemônico sobre o planeta. Em 1989, Gorbatchev, discursando em Havana, ainda fazia a apologia do marxismo e elogiava Lenin; hoje enaltece as supostas bondades do capitalismo neoliberal.
Cuba, contra a lógica aparente da historia, resistiu ao vendaval que varreu a Terra e permanece fiel ao projeto de construção de uma sociedade socialista.

Neste contexto foi um acontecimento importante e complexo a visita do presidente Putin à Ilha, bloqueada pelos EUA.
As analises sobre o significado da visita diferem muito consoante a perspectiva. Nos EUA o establishment, que acompanhou o acontecimento com atenção absorvente, quase não o comentou.

A transição, num momento em que Bush formava o seu futuro governo, serviu de justificativa à discrição oficial norte-americana. A grande imprensa deturpou aquilo que se passou e atribuiu a Fidel e a Putin coisas que eles não disseram.

Em Cuba Putin foi muito bem recebido. Mas a visita obviamente não foi envolvida pela atmosfera de entusiasmo popular que envolveu no passado a de altos dirigentes soviéticos. São outros os tempos.
Fidel, num par de entrevistas à TV estatal russa e à agencia Tass, aproveitou a presença de Putin para uma reflexão sobre a crise global do mundo contemporâneo, enfatizando o papel que a Rússia pode desempenhar no regresso a uma multipolaridade sem a qual a humanidade continuará a caminhar para o abismo.

E, naturalmente, valorizou os múltiplos benefícios que para Cuba resultarão do fortalecimento das relações de grande amizade que durante três décadas uniram numa aliança fraternal o povo da Rússia e o cubano.

Como observador, estou persuadido de que mais ainda do que Cuba, muito mais, a Rússia tirará dividendos importantes desta visita. Admito que a vinda de Vladimir Putin à América Latina será futuramente recordada como o primeiro grande esforço da Rússia para recuperar o seu estatuto de grande potencia perdido desde a implosão da URSS.

O presidente russo foi extremamente cauteloso. Mas a prudência nas palavras não lhes reduz o significado político. Putin viajou acompanhado por cinco ministros e altos chefes militares. Em Havana assinou cinco acordos bilaterais.

A Declaração Conjunta que ele e Fidel firmaram não é um documento diplomático comum. Nos EUA, Bush e o general Colin Powell, o futuro secretario de Estado, certamente extraíram do seu conteúdo as mensagens nele implícitas.

Para Washington é preocupante que Putin tenha escolhido Havana para ali condenar com Fidel os propósitos de aplicar internacionalmente conceitos como a “ingerência humanitária” e “a soberania limitada” para justificar ações de força unilaterais, substituindo-se às Nações Unidas.

As referencias à necessidade urgente de um novo sistema de relações internacionais, com base na multipolaridade, ao respeito pela Carta da ONU e pelas normas do Direito Internacional foram também devidamente interpretadas nos EUA como recados transparentes.

A Rússia condenou explicitamente o bloqueio e todos os atos de extraterritorialidade com ele relacionados. Cuba, pelo seu lado, manifestou o seu apoio à iniciativa russa de convocar para Moscou, no próximo ano, sob o patrocínio da ONU, uma Conferencia Internacional contra a militarização do espaço.

Seria uma ingenuidade atribuir propósitos de desafio às palavras e atitudes assumidas em Havana pelo presidente russo. Não foi essa a sua intenção. Putin, no final da visita, quando um jornalista lhe perguntou se despontava no horizonte uma aliança russo-cubana contra os EUA, aproveitou a oportunidade para definir a sua posição perante a nova administração americana.

Depois de excluir a hipótese de alianças dirigidas contra qualquer país, acrescentou: “as relações da Rússia com os EUA dependerão da política de George W.Bush, mas há razões para confiar que ele terá uma boa equipe de governo, muito profissional”.

Vladimir Putin não é um revolucionário. Esperar dele uma solidariedade ideológica a Cuba seria desconhecer o seu pensamento político e aquilo que é como homem e estadista. Não lhe passa pela cabeça pôr em causa o capitalismo.

Mas como presidente de um grande país, reduzido à condição de Estado periférico, empobrecido e dependente, tem plena consciência de que necessita urgentemente enterrar a estratégia de submissão implantada por Ieltsin e tomar iniciativas que possam abrir caminho à recuperação pelo povo russo do lugar a que tem direito na historia.

Não foi o modesto crédito concedido ao governo de Havana, nem os acordos econômicos assinados, apesar da sua importância, que conferiram um significado especialíssimo à primeira visita do presidente russo a Cuba e à América Latina. Esse significado deve ser procurado na esfera da política, sobretudo nas mensagens indiretas endereçadas aos EUA.

Revisão de História: Oriente Médio

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