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Revisão de Geografia: Relevo do Brasil Vestibular1

Revisão de Geografia: Relevo do Brasil

 

Geografia: Relevo do Brasil

Resumão – Revisão da Matéria de Geografia – Revisando seus conhecimentos
Geografia: Relevo do Brasil

Revisão de Geografia: Relevo do Brasil

 

Relevo do Brasil

São três as grandes unidades encontradas no relevo brasileiro: os planaltos, as planícies e as depressões. Essas unidades têm formação antiga e resultam principalmente da ação das forças internas da Terra e da sucessão de ciclos climáticos, cuja alternância de climas quentes e úmidos com climas áridos ou semiáridos favoreceu o processo de erosão.

Unidades do Relevo: (visual)
Planaltos (60%) : Cristalinas (36%), Sedimentares (20%) e Vulcânicas (4%);
Planícies e Depressões (40%) : Sedimentares (40%);
Características do Relevo:
– Mais suave, tranqüilo, mais baixo.
– Ponto mais alto tem 3014 m;
– Devido à idade do relevo o Brasil não tem problemas de vulcões, terremotos.
– O Brasil se localiza no miolo das placas tectônicas;
Planalto Atlântico:
– Planalto Meio Norte;
– P. Nordestino;
– P. Oriental (Sudeste – Mares de morros);
Planalto Meridional:
– Depressão Periférica (terreno sedimentar);
– Cuestas ou Coxilhas (Planalto Arenito – Basáltico);
– Planalto;
Obs.: A verdadeira planície é a parte que acompanha o rio, chamada Várzea.

 

Estrutura geológica

As forças internas do interior da terra, como a movimentação de placas tectônicas, as falhas e o vulcanismo, determinam três tipos de formação geológica. As plataformas (ou crátons) são as mais antigas, por isso sofreram enormes períodos de erosão e se tornaram mais estáveis sob o ponto de vista da movimentação tectônica.

Os cinturões orogênicos ou cadeias orogênicas são terrenos muito elevados da superfície terrestre, caracterizados por grande instabilidade. Estão associados às maiores cadeias montanhosas do planeta ou aos chamados dobramentos, como os Andes, na América do Sul, ou o Himalaia, na Ásia.

As bacias sedimentares são constituídas em grande parte por rochas sedimentares, provenientes da desagregação de outras rochas ou de outros materiais, que recobrem áreas de plataforma. É a formação geológica mais recente e está presente em 64% do território brasileiro.

Estruturas Geológicas: (Relevo Bastante Antigo – Pré-Cambriano)
• Rochas:
– Cristalinas – 36% (32% no Arqueozóico e 4% no Proteriozóico);
• Rochas Magmáticas, Metamórficas (Muito velha e resistente);
– Sedimentares (60%) – Surge a partir do Paleozóico;
– Vulcânica (4%) – Surgem no Mesozóico (mais recente), concentrado principalmente no Sul do Brasil (Terra Roxa);

Planaltos

São formas de relevo mais altas que ofereceram maior dificuldade à erosão. Podem ser encontrados em qualquer tipo de estrutura geológica.
Nas bacias sedimentares, os planaltos se caracterizam pela formação de escarpas em áreas de fronteira com as depressões. Formam também as chapadas, extensas superfícies planas de grande altitude.

No território brasileiro, alguns exemplos de planalto em bacias sedimentares são o planalto da Amazônia oriental, que, com altitude máxima de 400 m, se constitui em parte de tabuleiros, ou seja, morros de topo plano. Já os planaltos e as chapadas da bacia.

São exemplos de planalto em áreas de plataforma os planaltos residuais Norte amazônicos, onde, apesar de a altitude média se encontrar entre 600 m e 1.000 m, não existem regiões bem elevadas, como o pico da Neblina.

Ou ainda os planaltos residuais Sul amazônicos, em que se percebem formações planas, como a chapada do Cachimbo, mas também estruturas como a serra de Carajás. Com grande variação de altitude, existem ainda o planalto e a chapada dos Parecis, com média de elevação entre 400 m e, nas regiões como a chapada, 800 m.

Há também os planaltos correspondentes aos cinturões orogênicos do Atlântico, de Brasília e do Paraguai-Araguaia. São eles: os planaltos e as serras do Atlântico Leste-Sudeste, com dominância de morros de topos convexos, canais e vales profundos, como se verifica nas regiões das serras da Mantiqueira, do Mar e do Espinhaço. Existe ainda o planalto de Borborema, na Região Nordeste, e o planalto Sul-Rio-Grandense, que não ultrapassa os 450 m.

Os planaltos e as serras de Goiás minas, no cinturão orogênico de Brasília, com as serras da Canastra, da Bocaina, Dourada e Geral do Paraná, regiões caracterizadas pela incidência de topos planos em forma de chapadas, como as chapadas de Brasília, de Cristalina e dos Veadeiros. E as serras residuais do Alto Paraguai, que, estando ao Sul e ao Norte do Pantanal Mato-Grossense (serra da Bodoquena e Província Serrana), atingem níveis de até 800m de altitude.

 

Depressões

São áreas rebaixadas formadas pela atividade erosiva entre bacias sedimentares e as estruturas geológicas mais antigas. Nessas unidades de relevo as marcas dos climas do passado e a alternância das diversas fases de erosão são mais facilmente notadas. Algumas das depressões localizadas às margens de bacias sedimentares são chamadas de depressões marginais e periféricas.
Elas são em grande número e de variados tipos no território brasileiro: a depressão da Amazônia ocidental (terrenos em torno de 200 m de altitude); depressões marginais Amazônicas (que margeiam as bordas norte e sul da bacia Amazônica); marginal Sul amazônica (entre 100 m e 400 m); do Araguaia (entre 200 m e 350 m); depressão Cuiabana (de 150 m a 400 m); do Alto Paraguai e Guaporé (ligadas entre as bacias do rio Jauru e Guaporé); do Miranda (entre 100 m e 150 m); do Tocantins; depressão sertaneja e do São Francisco (começa no litoral nordestino com altitudes inferiores a 100 m e alonga-se na direção do médio vale do São Francisco); da borda leste da bacia do Paraná (que chega a atingir em São Paulo altitudes entre 600 e 700 m); e Periférica Central ou Sul-Rio-Grandense (localizada na borda da bacia do Paraná, com altitude média de 200 m).

 

Planícies

São unidades de relevo geologicamente muito recentes. Sua formação ocorre por causa da sucessiva deposição de material de origem marinha, lacustre ou fluvial em áreas planas. Estão em geral associadas a bacias hidrográficas, como a planície do rio Amazonas, que margeia o leito do rio e seus afluentes, tendo sua maior extensão na ilha de Marajó.

Por sua vez, a planície do rio Araguaia, na altura da ilha do Bananal, é extremamente plana, com altura de 200m e vegetação de cerrados e campos limpos. A planície do rio Guaporé, um terreno plano de 220m, também se caracteriza por um pantanal que se liga, inclusive, ao Pantanal Mato-Grossense.

E este Pantanal ou planície Mato-Grossense, que avança em direção à Bolívia e ao Paraguai, é uma área de sedimentação aluvial recente, com oscilação de altitude entre 100 e 150 m. No litoral do Rio Grande do Sul podem se destacar as planícies das lagoas dos Patos e Mirim. E há ainda as planícies e os tabuleiros litorâneos que percorrem a costa brasileira do Nordeste ao Sudeste em torno de rio de menor porte.

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