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Revisão de Atualidades: Terceirização e Globalização

 

Atualidades: Terceirização e Globalização

Resumão – Revisão da Matéria de Atualidades – Revisando seus conhecimentos
Atualidades: Terceirização e Globalização

Revisão de Atualidades: Terceirização e Globalização

 

Terceirização e Globalização

O que tem a ver a terceirização com a globalização?
Em 1929, com a quebra da bolsa nos Estados Unidos, o mundo assistiu perplexo a intervenção do Estado na economia, justamente no país que sempre primou pela livre iniciativa.

Antes mesmo do fim da segunda guerra, em 1944, também se reuniram quarenta e quatro países, inclusive o Brasil, em Bretton Woods, lugarejo localizado no Estado de New Hampshire, perto de Nova York, para participar da Conferência Monetária Internacional, também conhecida como tratado de Bretton Woods.

Criava-se naquela ocasião o novo sistema monetário internacional, que tinha como objetivo a recuperação do comércio internacional e a sua expansão, ancorados em uma moeda-padrão estável, na concessão de empréstimos a países em fase de desenvolvimento ou na reconstrução e a manutenção da estabilidade cambial.

Muitos podem estar perguntando o que isso tem a ver com a situação econômica mundial. A resposta não poderia ser outra: tudo. O modelo adotado foi o idealizado pela equipe de economistas americanos, liderados por Harry Dexter White, que venceu a teoria defendida pelo economista inglês John Maynard Keynes. Foi então criado o Fundo Monetário Internacional.

Como pode ser observado, o modelo atual adotado pelo FMI não tem sido suficiente para alcançar os objetivos traçados em antanho.
Observa-se claramente a falta de crescimento dos países emergentes, desemprego global em níveis alarmantes, convulsões sociais, e um verdadeiro caos econômico.

Por outro lado assiste-se ao governo norte-americano decretar uma intervenção no mercado de capitais, com a Lei de Reforma Contábil e Proteção a Investidores de Empresas de Capital Aberto, de autoria do deputado republicano Michael Oxley e do senador democrata Paul Sarbanes, conhecida apenas como Lei Sarbanes e Oxley.

Essa intervenção – que afetará 12,5 mil corporações americanas e suas subsidiárias, e 1,4 mil estrangeiras, inclusive as cerca de 70 empresas brasileiras que negociam títulos (ADRs) nas bolsas norte-americanas, impõe multa de US$ 5 milhões e pena de prisão de até 20 anos aos CEO – decorre das fraudes históricas da Enron e WorldCom.

Da mesma forma que a SEC (Securities Exchange Commission, a CVM americana) passará a ter uma atuação cada vez mais firme ancorada na Lei Sarbanes e Oxley, outras instituições que cumprem o mesmo papel ao redor do globo, como no caso da CVM, também passarão a ter um papel preponderante no mercado de capitais, pois escândalos como os da Parmalat, obrigarão os legisladores dos países a criarem leis nos mesmos moldes da Sarbanes e Oxley.

Portanto, da mesma forma que a intervenção do governo norte-americano no ano de 1929, a Lei Sarbanes e Oxley vem proporcionar mais garantia e segurança aos investidores, fomentando o desenvolvimento e a geração de empregos.

Por outro lado, guardadas as devidas proporções com Bretton Woods, o mercado financeiro global vem se reunindo desde a década de 80. Em 1988, firmou-se o acordo na cidade suíça de Basileia, que definiu um requerimento de capital, ou uma exigência mínima de reservas para que as instituições financeiras possam operar.

Nem de longe, pretende-se fazer comparações com a criação do Fundo Monetário Internacional, mas desde então, em Basileia, têm-se reunido os representantes dos bancos centrais dos países do G7, e ainda o subgrupo dos países que não compõe o G7, como Brasil, Argentina, Chile, África do Sul e Austrália.

O Acordo de Basileia 2 nada mais é do que uma modificação do que já foi implantado em 1988, e que no Brasil ocorreu na década de 90. Os bancos terão até 2006 para se preparar, pois as operações bancárias dentro dos novos parâmetros terão início em 2007.

As modificações advindas do Acordo de Basileia 2 consistem em modelos de cálculos muito mais sofisticados do que os atuais, com interferência nos registros dos arquivos, notadamente os cadastros de crédito, que irão atingir um legado de 5 a 7 anos atrás.

Comenta-se que seria facultativa a adesão ao acordo de Basileia 2. Todavia, o banco que mais possuir informações melhor será avaliado mundialmente, e, logicamente, estará capacitado a captar mais crédito.
O Basileia 2 não altera simplesmente regras; torna-as mais sofisticadas, e com os mesmos fundamentos. Quem desejar utilizar estas técnicas de alta sofisticação terá que seguir obrigatoriamente padrões de cálculos baseados em muito mais informações.

Em síntese, Basileia 2 trata da exigência mínima para o cálculo de capital, metodologia de verificação por parte do Banco Central de adequação do capital e riscos no mercado, e transparência das demonstrações.

Não resta a menor sombra de dúvida de que a cadeia produtiva global tende a trabalhar de forma sinérgica, pois da mesma forma que a Lei Sarbanes e Oxley exige transparência das informações, o mesmo se dá com o acordo de Basileia 2.

Somente com esta sinergia entre os agentes econômicos, que será possível graças às inovações tecnológicas, o mundo poderá ter um desenvolvimento seguro, livre das fraudes, e fomentar o desenvolvimento mundial, gerando riquezas, diminuindo as desigualdades sociais, aumentando a oferta de postos de trabalho, e trazendo os países emergentes e os menos favorecidos a um novo patamar de crescimento.

Quem sabe, com estas iniciativas venhamos a suprir as falhas do modelo adotado por ocasião do tratado de Bretton Woods, e evitarmos problemas como os da quebra da bolsa ocorrido em 1929, pois mais uma vez a história serve de alicerce para um futuro promissor.

Michel Levy

Revisão de Atualidades: Terceirização e Globalização

Publicado em:Geografia,Matérias,Revisão Online

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