Menu fechado
Um retrato da África Revisão de Geografia Enem

Revisão de Geografia: Um retrato da África

 

Geografia: Um retrato da África

Resumão – Revisão da Matéria de Geografia – Revisando seus conhecimentos
Geografia: Um retrato da África

Revisão de Geografia: Um retrato da África

 

Um retrato da África

Quando olhamos para o mapa-múndi, notamos que a África está na seguinte faixa intertropical: Trópico de Câncer no Saara, Equador no Congo e Trópico de Capricórnio passando em Calaari. O continente africano ocupa uma posição singular: atravessado pelo meridiano de Greenwich e pela linha do Equador surge como o centro do mundo.
Aparente berço da humanidade, a África, tal qual uma mãe, tem de purgar silenciosamente todos os desmandos do “Homo superior”.

Fornecedora da mão de obra barata, numerosa, mas de baixa qualidade enriqueceu a Europa, paradoxalmente foi desmembrada na Conferência de Berlim (1884-85): constituiu-se em 53 países separados por fronteiras artificiais, com incontáveis grupos étnicos e culturais que tiveram sua coexistência, nem sempre pacífica, e seus modos de vida quase sempre destruídos em nome do progresso. Sua indústria até hoje é marcada pela falta de capitais, deficiências no transporte e mercado interno com baixo poder aquisitivo.

Não bastasse o quadro natural adverso (1/3 de áreas desérticas ao Norte e Sul como o Saara e o Calaari; e em expansão e florestas impenetráveis ao Centro como a equatorial Floresta Congolesa), a África é vítima do seu passado: possui o pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e o maior IPH (Índice de Pobreza Humana) do mundo, ou seja, o menor PIB per capita, apesar de baixa densidade demográfica a menor taxa de urbanização, as maiores taxas de analfabetismo, de subnutrição, de natalidade, de mortalidade, de mortalidade infantil e de crescimento demográfico. Os países mais populosos são Nigéria, Egito e África do Sul. As maiores cidades são: Cairo, Alexandria e Joanesburgo.

Convive com as doenças e a fome (na Somália, na Etiópia e no Sudão) e as guerras civis em Angola, Serra Leoa, Burundi, Ruanda e na República Democrática do Congo (ex-Zaire) e de fronteira (Chifre da África).

Sua economia, primário-exportadora, assegura o desenvolvimento, ainda que reduzido, de poucos países (Líbia, Egito, Marrocos, Tunísia, Zimbábue e África do Sul). A maioria das nações vive da economia de subsistência (Gana: cacau, Costa do Marfim: café, Nigéria: amendoim, cacau, café, Vale do Nilo: irrigação) da plantation na África Ocidental quando não adoece ou passa fome.

Por ter mercado consumidor escasso, a África não consegue participar do mundo globalizado, para o qual, não passa do lar do lendário Tarzan, pois ousou sonhar com a liberdade após a “civilizada” Segunda Guerra Mundial. Seu lugar nos mapas mudou bastante de 1945 a 1970 quando ocorreu a descolonização do continente e em 1975 a independência das colônias portuguesas.

Não bastasse isso, há duas décadas, a África da fome, das guerras e dos refugiados morre lentamente, vítima da AIDS. Mais de 23 milhões de casos numa população de 760 milhões de pessoas. Nos 16 países em que mais de 10% da população está infectada (36% em Botsuana, 25% no Zimbábue e na Suazilândia, 20% na África do Sul e em Zâmbia), o HIV matará cerca de 80% dos adultos segundo estimativas atuais.

Revisão de Geografia: Um retrato da África

Publicado em:Geografia,Matérias,Revisão Online

Você pode gostar também