Vegetação no Brasil - Vestibular1

Vegetação no Brasil

Revisão de Geografia: Vegetação no Brasil

 

Geografia: Vegetação no Brasil

Resumão – Revisão da Matéria de Geografia – Revisando seus conhecimentos
Geografia: Vegetação no Brasil

Revisão de Geografia: Vegetação no Brasil

 

Vegetação no Brasil

Associada aos diversos climas, relevos e solos existentes no Brasil há uma variedade de formações vegetais. Muito explorada desde o período colonial, a vegetação original brasileira é a primeira fonte de riqueza do país. Mas a extração do pau-brasil representa também o início de um processo desordenado de utilização da cobertura vegetal, que praticamente levou à extinção da mata atlântica.

Essa ação devastadora é marcante, sobretudo nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e parte do Centro-Oeste. Atualmente o desmatamento atinge sobretudo a Amazônia. Segundo o IBGE, 67,1% ainda é coberto por vegetação primitiva. Podemos classificar a vegetação brasileira, em escala regional, em floresta Amazônica mata atlântica (florestas costeiras), cerrado, pantanal, caatinga, matas de araucária, matas de cocais, campos, restingas e mangues.

Floresta Amazônica

É uma floresta latifoliada (do latim, lati, que significa “largo”), ou seja, com predominância de espécies vegetais de folhas largas. Com características próprias de clima equatorial, tipicamente quente e superúmido, é também conhecida como Hileia. Ocupa 38,5% do território brasileiro – em uma área que abrange a totalidade da Região Norte, o norte de Mato Grosso e oeste do Maranhão – estendendo-se ainda pelos países vizinhos.

Apresenta grande heterogeneidade de espécies e caracteriza-se, de acordo com os três níveis topográficos da Amazônia, por três diferentes matas: de igapó, várzea e terra firme. A mata de igapó corresponde à parte da floresta onde o solo se encontra inundado.

Extremamente intricada, reúne espécies como liana, cipó, epífita, parasita e vitória-régia, ocorrendo principalmente no baixo Amazonas. A mata de várzea é própria das regiões que são periodicamente inundadas, denominadas terraços fluviais. Intermediárias entre igapós e a terra firme, as espécies da mata de várzea atingem certa altura, com formações variadas, como seringueira, palmeira, jatobá e maçaranduba, de acordo com a proximidade dos rios.

As matas de terra firme correspondem à parte mais elevada do relevo. Com solo seco, livre de inundação, as árvores chegam a atingir 65 m de altura. O entrelaçamento de suas copas, em algumas regiões, impede quase totalmente a passagem de luz, o que torna seu interior muito úmido, escuro e pouco ventilado. Em terra firme encontram-se espécies como o castanheiro, o caucho e o guaraná.

A exploração de produtos tradicionais como o guaraná, o látex e a castanha-do-pará pode ocorrer de forma a não interferir no equilíbrio ecológico e a garantir a sobrevivência de comunidades da floresta. A devastação resultante da grande extração de madeira, feita sem preocupação com a preservação ambiental, tem início na década de 60, atingindo o pico entre o final da década de 70 e o começo da de 80.
Outros problemas são o extrativismo mineral e as queimadas, prática realizada muitas vezes com o fim de adequar áreas da floresta à pecuária.

Mata atlântica

Predominando na costa brasileira, onde planaltos e serras impedem a passagem da massa de ar, provocando chuva, a mata atlântica é uma floresta de clima tropical quente e úmido. Entre as florestas tropicais é a que apresenta a maior biodiversidade por hectare do mundo, contando em sua formação com espécies como ipê, quaresmeira, cedro, palmiteiro, canela e imbaúba.

É a mais devastada das florestas brasileiras. No passado estendia-se do litoral do Rio Grande do Norte ao de Santa Catarina. No período colonial foi intensamente destruída para dar lugar à cultura canavieira no Nordeste, e, posteriormente, no Sudeste, à cultura cafeeira.

Entretanto, é nas regiões Sul e Sudeste que se encontram os cerca de 8% restantes da mata original, preservados graças á presença da serra do Mar, obstáculo à ação humana. Atualmente, mesmo essa área se encontra em situação de risco, especialmente para a exploração de espécies como jacarandá, cedro e palmito. Contribuem, ainda, o turismo predatório e o elevado índice de poluição da costa brasileira.

Caatinga

Ocupa aproximadamente a décima parte do território brasileiro, ou seja, a região do sertão nordestino, de clima semiárido. É composta de plantas xerófilas, próprias de clima seco, adaptadas á pouca quantidade de água: os espinhos das cactáceas, por exemplo, têm a função de diminuir sua transpiração.

O solo da caatinga é fértil quando intrigado. Mas, por causa do baixo índice pluviométrico da região sertaneja, as plantas que produzem cera, fibra, óleo vegetal e, principalmente, frutas dependem de irrigação artificial, possibilitada pela construção de canais e açudes.

Pantanal mato-grossense

A maior planície inundável do mundo ocupa uma área de 150.000 Km2, englobando do sudoeste de Mato Grosso ao oeste de Mato Grosso do Sul até o Paraguai. Nessa formação podem ser identificadas três diferentes áreas: as alagadas, as periodicamente alagadas e as que não sofrem inundações.

Nas áreas alagadas, a vegetação de gramíneas desenvolve-se no inverno e é usada para o gado bovino. Nas de eventuais alagamentos, encontram-se, além de vegetação rasteira, arbustos e palmeiras como o buriti e o carandá. E nas que não sofrem inundações encontram-se os cerrados e, em pontos mais úmidos, espécies arbóreas da floresta tropical. Em razão da alternância de períodos de cheia e de seca, existe grande variedade de espécies animais e vegetais.

A princípio a criação de gado não causou danos ambientais, mas, recentemente, com o investimento de grandes capitais e a desmedida proliferação do gado (mais de 30 milhões somando os rebanhos de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul), o equilíbrio vem sendo ameaçado.

Há também contaminação por causa de agrotóxicos utilizados na agricultura, nos garimpos irregulares, na caça e na pesca predatórias. Tudo isso interfere na qualidade da água, elemento-base de todo o ecossistema.

Cerrado

Formação típica de área tropical com duas estações marcadas, um inverno seco e um verão chuvoso. Sua área de ocorrência é o Brasil Central. O solo, deficiente em nutrientes e com alta concentração de alumínio dá à mata uma aparência seca.

Apesar de não haver falta de água, as plantas têm raízes capazes de retirar água do solo a mais de 15 m de profundidade. A vegetação se caracteriza principalmente pela presença de pequenos arbustos e árvores retorcidas, com cortiça grossa e folhas recobertas por pelos.

Encontram-se ainda gramíneas e cerradão, um tipo mais denso de cerrado, já misturado com formações florestais. Embora tradicionalmente esteja associado à pecuária, vem sendo ocupado pela monocultura de soja, responsável pela descaracterização dessa cobertura, já que ocupou originalmente cerca de 30% do território brasileiro.

Campos

Formado por herbáceas, gramíneas e pequenos arbustos, existem em diversas áreas descontínuas do país, onde aparecem com características bastante diversas. Se há ocorrência “campos limpos”. Encontram-se misturados gramíneos e arbustos, são denominados “campos sujos”. Além dessas existem outras classificações de formação campestre.

Os chamados campos de atitude são aqueles encontrados em alturas superiores a 100 m, por exemplo, na serra da Mantiqueira e no planalto das Guianas. Os campos da Hileia são formações rasteiras existentes na Amazônia. E os campos meridionais, como a Campanha Gaúcha, no Rio Grande do Sul, são ocupados principalmente pela pecuária.

Mata de Araucária
É uma floresta aciculifoliada (folhas em forma de agulha, finas e alongadas), própria do clima subtropical, existente na Região Sul e em trechos do estado de São Paulo. Tem na Araucária angustifólia, ou pinheiro-do- paraná, a espécie dominante, cujo fruto é o pinhão.

Como atingem altura de mais de 30 m e possuem formação aberta, as araucárias oferecem certas facilidades à circulação. Isso, associado ao grande número de pinheiros existentes, fez com que as florestas dessa formação se tornassem a principal fonte produtora de madeira do país, o que levou ao seu desaparecimento quase total.

Seu principal produto, o pinho, tem ampla a variada aplicação econômica na indústria de móveis, na construção civil e na indústria de papel e celulose se voltam principalmente para os pinos e os eucaliptos, menos nobres, porém mais exploráveis em curto intervalo de tempo.

Mata de cocais
Situada entre a floresta Amazônica e a caatinga, a mata de cocais está presente nos estados do Maranhão e do Piauí e norte do Tocantins. No lado oeste, onde a proximidade com o clima equatorial da Amazônia torna-a mais úmida, é frequente o babaçu: palmeiras que atingem de 15 a 20 m de altura.

Dos cocos de babaçu se extrai o óleo, muito utilizado pelas indústrias alimentícias e de cosméticos. No lado mais seco, a leste, domina a carnaúba, que pode atingir até 20 m de altura, sendo totalmente utilizável, embora a cera seja o produto mais procurado pelo mercado.

Assim, a mata de cocais garante a sobrevivência de comunidades extrativistas que exercem suas atividades sem prejudicar essa formação vegetal. A destruição, no entanto, acontece com a criação de áreas de pasto para a pecuária, principalmente no Maranhão e norte do Tocantins.

Mangue
É uma formação vegetal composta de arbustos e espécies arbóreas em que predominam troncos finos e raízes aéreas e respiratórias (ou raízes escora) adaptadas à salinidade e a solos pouco oxigenados, em áreas de lagunas e restingas do litoral.

Pode ser rico em matéria orgânica, tem papel muito importante na reprodução e no abrigo de espécies da fauna marinha. Tradicionalmente, no mangue se realiza, como atividade econômica, a pesca de caranguejo. Sofre a ação destrutiva do turismo predatório, da ocupação imobiliária e da poluição provocada por esgotos.

Restinga
É um tipo de vegetação próprio de terrenos salinos formados por ervas, arbustos e árvores. Os destaques são a aroeira -de- praia e o cajueiro. Sente os efeitos da mesma ação destrutiva a que está exposto o mangue.

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