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Geografia - Mineração II simulado de matérias específicas com gabarito enem vestibular

Geografia – Mineração II

Simulado de Geografia – Mineração II com gabarito de matéria específica

Com a intenção de ajudá-lo a se preparar melhor para as provas de Vestibular e Enem, desenvolvemos este Simulado de Geografia – Mineração II que contém questões específicas sobre os assuntos mais exigidos em Geografia.
Cada questão contém entre 2 e 5 alternativas. Para cada questão existe apenas uma alternativa correta e não existe nenhuma questão em branco.
O número de respostas certas do gabarito do Simulado de Geografia – Mineração II estão no final.

Bons estudos!
01. (FGV-SP)(…) assistimos no final do século XVII, após a descoberta das minas, não a uma nova configuração da vila nem à ruptura brusca com o padrão anterior, ao contrário, à consolidação de todo um processo de expansão econômica, de mercantilização e de concentração de poder nas mãos de uma elite local. A articulação com o núcleo mineratório dinamizará este quadro mas não será, de forma alguma, responsável por sua existência.
BLAJ, Ilana. A trama das tensões. São Paulo, Humanitas, 2002, p. 125.

O texto acima refere-se:

a) à vila de São Luís e ao seu papel de núcleo articulador entre a economia exportadora e o mercado interno colonial.
b) à vila de São Paulo, cuja integração a uma economia de mercado teria ocorrido antes da descoberta dos metais preciosos.
c) à vila de Ouro Preto, importante centro agrícola e pecuarista encravado no interior da América portuguesa.
d) à vila de Cuiabá, principal entreposto de tropeiros e comerciantes que percorriam as precárias rotas do Centro-Sul.
e) à vila de Mariana, importante centro distribuidor de indígenas apresados pelos bandeirantes.

 

02. (PUC-MG)A sede insaciável do ouro estimulou a tantos a deixarem suas terras e a meterem-se por caminhos tão ásperos como são os das minas, que dificultosamente se poderá dar conta do número das pessoas que atualmente lá estão. Contudo, os que assistem nelas nestes últimos anos por largo tempo, e as correram todas, dizem que mais de trinta mil almas se ocupam, umas em catar, e outras em mandar catar nos ribeiros do ouro, e outras em negociar, vendendo e comprando o que se há mister não só para a vida, mas para o regalo, mais que nos portos do mar.
André João Antonil. Cultura e opulência do Brasil (1711) APUD: Inácio, Inês da C. e DE LUCA, Tânia R. Documentos do Brasil colonial. São Paulo: Ática, 1993. p. 124

A situação histórica descrita evidencia:

a) a repartição equilibrada dos terrenos auríferos pelos coloniais.
b) a corrida do ouro e as esperanças de enriquecimento fácil.
c) a condição de igualdade entre senhores e escravos na busca do ouro.
d) a mineração como única atividade econômica da região.

 

03. (Fuvest-SP) Em 1703, é assinado o tratado de Methuen entre Portugal e Inglaterra. Essa acordo, segundo Celso Furtado, “significou para Portugal renunciar a todo desenvolvimento manufatureiro e implicou transferir para a Inglaterra o impulso dinâmico criado pela produção aurífera no Brasil.
Explique o que foi o tratado de Methuem e discuta a afirmativa de Celso Furtado.
04. (FGV-SP) “Há exagero em dizer que a extração do ouro liquidou a economia açucareira do Nordeste. Ela já estava em dificuldades antes da descoberta do ouro (…). Mas não há dúvida de que foi afetada pelos deslocamentos de população e, sobretudo, pelo aumento do preço da mão-de-obra escrava…

Uma das consequências do processo descrito no texto, em termos administrativos, foi:

a) a transferência do capital do Vice-Reinado para São Paulo, que passou a ser o pólo econômico mais importante da colônia.
b) a criação das Câmaras Municipais que passaram a deter, na Colônia, os poderes de concessão para exploração do ouro em Minas Gerais.
c) o deslocamento do eixo da vida da colônia para o Centro-Sul, especialmente para o Rio de Janeiro, por onde entravam escravos e suprimentos, e por onde saía o ouro das minas.
d) o desaparecimento do sistema de capitanias hereditárias e sua substituição, na região Sudeste, pelas províncias.
e) o desenvolvimento de um comércio paralelo de escravos nas antigas regiões produtoras de açúcar, que gerou a necessidade de centralizar o poder nas mãos dos ouvidores.

 

05. (Unicamp) O francês Saint-Hilaire, ao visitar no século XIX a região do Distrito dos Diamantes (Minas Gerais), explicou da seguinte maneira como ela fora criada no século XVIII:

Tendo o governo reconhecido que a extração de diamantes por arrendadores era frequentemente acompanhada de fraudes e abusos, resolveu explorar por sua própria conta as terras diamantinas (…). O Distrito dos Diamantes focou como que isolado do resto do Universo; situado em um país governado por um poder absoluto, esse distrito foi submetido a um despotismo ainda mais absoluto.
(Auguste Saint-Hilaire, Viagem pelo Distrito dos Diamantes e Litoral do Brasil, Belo Horizonte, Ed. Itatiaia/ São Paulo, Editora Universidade de São Paulo, vol. 5, p. 14)

a ) Quais as razões pelas quais era importante para a Coroa Portuguesa que o Distrito Diamantino ficasse “como que isolado do resto do Universo”?
b) Como se dava a exploração das minas por parte da Coroa Portuguesa?

 

06. (Fuvest-SP)A sede insaciável do ouro estimulou a tantos a deixarem suas terras e a meterem-se por caminhos tão ásperos como são os das minas, que dificultosamente se poderá dar conta do número das pessoas que atualmente lá estão.
(André João Antonil, Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas)

Que consequências teve a corrida do ouro do final do século XVII e início do século XVIII descrita no texto?

 

07. (UFV-MG)O ouro brasileiro deixou buracos no Brasil, templos em Portugal e fábricas na Inglaterra.
(Eduardo Galeano)

Explique de que forma os fatos contidos na frase anterior estão relacionados historicamente.

08. (Fuvest-SP) No processo histórico de Portugal, o tratado de Methuen consolidou a:

a) subordinação econômica de Portugal à Inglaterra.
b) prosperidade da Indústria nacional portuguesa.
c) liberdade de comércio entre as colônias portuguesas e inglesas.
d) posse das terras situadas além do meridiano de Tordesilhas.
e) supremacia da França como principal parceira comercial de Portugal.

 

09. (Mackenzie-SP) Duas atividades econômicas destacaram-se durante o período colonial brasileiro: a açucareira e a mineração. Com relação a essas atividades econômicas, é correto afirmar que:

a) na atividade açucareira, prevaleciam o latifúndio e a ruralização, a mineração favorecia a urbanização e a expansão do mercado interno.
b) o trabalho escravo era predominante na atividade açucareira e o assalariado na mineradora.
c) o ouro do Brasil foi para a Holanda e os lucros do açúcar serviram para a acumulação de capitais ingleses.
d) geraram movimentos nativistas como a Guerra dos Emboabas e a Revolução Farroupilha.
e) favoreceram o abastecimento de gêneros de primeira necessidade para os colonos e o desenvolvimento de uma economia independente da metrópole.

 

10. (PUC-SP)Assim confabulam os profetas, numa reunião fantástica, batida pelos ares de Minas. Onde mais poderíamos conceber reunião igual, senão em terra mineira, que é o paradoxo mesmo, tão mística que transforma em alfaias e púlpitos e genuflexórios a febre grosseira do diamante, do ouro e das pedras de cor?
(Andrade, C. Drummond de, “Colóquio das Estátuas”. In: Mello, S., Barroco mineiro, S. Paulo, Brasiliense)

A origem desse traço contraditório que o poeta afirma caracterizar a sociedade mineira remete a um contexto no qual houve:

a) a reafirmação bilateral do tratado de Tordesilhas entre Portugal e Espanha e o crescimento da miscigenação racial no ambiente colonial.
b) o relaxamento na política de distribuição de terras na colônia e a vigência de uma concepção racionalista de planejamento das cidades.
c) a diversificação das atividades produtivas na colônia e a construção de um conjunto artístico e arquitetônico que singularizou a principal região de mineração.
d) o deslocamento do eixo produtivo do Nordeste para as regiões centrais da colônia e o desenvolvimento de uma estética que procurava reproduzir as construções românticas européias.
e) a expansão do território colonial brasileiro e a introdução, em Minas, da arte conhecida como gótica, especialmente na decoração dos interiores das igrejas.

 

11. (UFMG) Leia o texto.

Ninguém duvida que chegaremos àquela última infelicidade que receamos, se Vossa Majestade não se dignar de fazer, às Câmaras destas Minas, a graça de que possam dispender tudo o que for preciso de porção certa e anual aos capitães-do-mato, para continuarem a desinfestar as entradas destes capitais inimigos […], que querem lançar o jugo do cativeiro com maior conhecimento de suas forças, pelo nosso descuido em não os desbaratarmos em seus redutos, onde cada vez se fazem mais formidáveis.
(Carta do Senado da Câmara de São João del-Rei ao Rei de Portugal, 28 de abril de 1745)

Esse trecho do documento citado refere-se:

a) à pobreza da região mineradora, que necessitava de um fluxo constante de recursos fornecidos pela metrópole.
b) às lutas dos mineradores contra os índios da capitania de Minas Gerais que atacavam constantemente as vilas e arraiais da região.
c) à necessidade de controlar, na região mineradora, os atos de rebeldia dos escravos, como assaltos e formação de quilombos.
d) à proibição da Coroa Portuguesa de que os Senados da Câmara de Minas Gerais contratassem e pagassem os capitães-do-mato.
12. (Fuvest-SP) “Na mineração, como de resto em qualquer atividade primordial da colônia, a força de trabalho era basicamente escrava, havendo entretanto os interstícios ocupados pelo trabalho livre ou semi-livre. Dificilmente o homem livre destituído de recursos vultosos poderia se manter como proprietário, sobretudo em Minas, região que, apesar de tida tradicionalmente como rica e democrática, apresentava possibilidades favoráveis apenas a um pequeno número de pessoas.”
(Desclassificados do ouro, Laura de Mello e Souza)

Qual o conceito expresso pela historiografia tradicional sobre o poder político e econômico nas áreas de mineração? Como esse conceito é contestado no trecho anterior?

 

13. (UFPR)No final do século, por volta de 1695, os rumores sobre a existência de ouro no interior do país, nas chamadas Minas Gerais, confirmaram-se com achados de ótima qualidade, feitos por Borba Gato, no sertão do Rio das Velhas, onde surgiria Vila Rica, hoje Ouro Preto.
Silva, F.C.T. Conquista e colonização da América portuguesa. In: Linhares, M.Y. (org) História Geral do Brasil. Rio de Janeiro, Editora Campus, p.61

Destaque algumas das linhas mais importantes do impacto da mineração sobre a economia colonial brasileira.

 

GABARITO do Simulado de Geografia – Mineração II

01  02  04  08  09  10  11 
B B C

Resposta 03:

– O tratado de Methuen, também chamado de “tratado dos Panos e Vinhos”, estabelecia que Portugal poderia exportar vinhos para a Inglaterra pagando tarifas alfandegárias preferenciais; e com isso, a Inglaterra venderia seus tecidos (melhores e mais baratos que os panos portugueses) a Portugal sem quaisquer taxas aduaneiras. Com isso, as manufaturas portuguesas não puderam suportar a concorrência britânica. Consequentemente, o ouro brasileiro foi canalizado para a Inglaterra, a fim de cobrir o déficit comercial português. Por todos esses aspectos, Celso Furtado concluiu que o tratado de Methuen criou condições favoráveis à intensificação da acumulação capitalista que colaborou com a Revolução Industrial inglesa do século XVIII.

Resposta 05

a) Garantia do controle total da extração de diamantes por meio do monopólio estatal.
b) Pelo monopólio real realizado por um contratador que, ao garanti-lo, ganhava uma parte.

Resposta 06:

– A economia mineradora proporcionou um aumento da população na colônia – graças à vinda de portugueses e outros europeus -, a urbanização da região mineradora – Ouro Preto (antiga Vila Rica), Mariana, Sabará, Diamantina -, transferência da capital de Salvador para o Rio de Janeiro e a formação de uma mercado interno.

Resposta 07:

– O tratado de Methuen (1703) permitiu drenagem de grande parte do ouro brasileiro para a Inglaterra, que já estava desenvolvendo a sua Revolução Industrial, tendo seu processo acelerado. Quanto à Portugal, tradicionalmente religioso e ligado à Igreja Católica, “investiu” o ouro em conventos (ex: Convento de Mafra) e, o Brasil, “aplicou” em igrejas e teve seu solo esburacado.

Resposta 12:

– A historiografia tradicional defende a prática democrática na região mineradora na medida em que qualquer pessoa poderia se tornar proprietária e enriquecer.

– O trecho citado contesta esse ponto de vista, afirmando que a força de trabalho era basicamente escrava e que somente um pequeno grupo de pessoas conseguia usufruir de privilégios.

Resposta 13:

– Interiorização da colônia, surgimento de um mercado interno, crescente urbanização, transferência da capital de Salvador para o Rio de Janeiro, menor concentração de rendas e imigração.

Publicado em:Geografia

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