Menu fechado
História - Introdução à História simulado de matérias específicas com gabarito vestibular enem

História – Introdução à História

Simulado com gabarito de matéria específica

Com a intenção de ajudá-lo a se preparar melhor para as provas de Vestibular e Enem, desenvolvemos este Simulado de História – Introdução à História que contém questões específicas sobre os assuntos mais exigidos em História.
Cada questão contém entre 2 e 5 alternativas. Para cada questão existe apenas uma alternativa correta e não existe nenhuma questão em branco.
O número de respostas certas do gabarito do Simulado de História – Introdução à História estão no final.

Bons estudos!

01. (Faap-SP) É costume dividir a História em Idades. A Idade Antiga: aproximadamente 3200 a.C. com a escrita, até 476 d.C., com a queda do Império Romano do Ocidente e mais:

I – Idade Média: da queda do Império Romano, em 476 d.C., até 1453 d.C., com a queda de Constantinopla.
II – Idade Moderna: da queda de Constantinopla, 1453 d.C., até 1789 d.C., ano da Revolução Francesa.
III – Idade Contemporânea: de 1789, com a Revolução Francesa, até os dias atuais.

Estão corretas as afirmações:

a) apenas a I
b) apenas a II
c) apenas a III
d) todas estão corretas
e) todas estão erradas

 

02. (UECE) Por muito tempo, os historiadores acreditavam que deveriam e poderiam reproduzir os fatos “tal como haviam ocorrido”.

Dentre as características do conhecimento histórico que assim produziam, podemos assinalar corretamente:

a) Ao privilegiarem a realidade dos fatos, os historiadores esperavam produzir um conhecimento científico, que analisasse os processos e seus significados.
b) Era uma história linear, cronológica, de nomes, fatos e datas, que pretendia uma verdade absoluta, expressão da neutralidade do historiador.
c) Como se percebeu ser impossível chegar à verdadeira face do que “realmente aconteceu”, todo o conhecimento histórico ficou marcado pelo relativismo total.
d) Os fatos privilegiados seriam aqueles poucos que eram amplamente documentados, como as festas populares e a cultura das pessoas comuns.

 

03. (UFPB) O conhecimento histórico evoluiu muito no Ocidente. Suas linguagens, teorias e conceitos exigem do historiador uma formação profissional complexa e abrangente.

Sobre a historiografia e sua evolução, é correto afirmar que:

a) a História-crônica surgiu no século XIX, influenciada pelo positivismo.
b) o conceito de representação é chave para a História-ciência, especialmente na investigação das realidades econômicas.
c) a análise quantitativa é muito utilizada pela Nova História Social para compreender o cotidiano e os mitos.
d) a ciência da História surgiu na Antiguidade, fruto da criação do método crítico por Heródoto.
e) a perspectiva da História Total foi contribuição do Marxismo para a abordagem das estruturas econômico-sociais.

 

04. (UFPE) História é a ciência que:

a) estuda os acidentes históricos e geográficos do planeta Terra.
b) se fundamenta unicamente em documentos escritos.
c) estuda os acontecimentos do passado dos homens utilizando-se dos vestígios que a humanidade deixou.
d) estuda os acontecimentos presentes para prever o futuro da humanidade.
e) estuda a causalidade dos fenômenos físicos e sociais com base no empirismo.

 

05. (UnB-DF) Pelo olhar do poeta, também é possível compreender determinados aspectos essenciais para a conceituação da História. Leia, por exemplo, Carlos Drummond de Andrade:

Aconteceu há mil anos?
Continua acontecendo.
Nos mais desbotados panos
Estou me lendo e relendo.
Ou, ainda, do mesmo autor:
O tempo é minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida (presente.)

Com o auxílio das observações de Drummond, julgue os seguintes itens, referentes ao conceito de História e ao ofício do historiador.

(1) Tendo por objeto o estudo do passado, a História parte das contingências da “vida presente” para inquirir aquilo que passou.
(2) Especialmente em épocas de crise generalizada, sobressai o papel que se espera do historiador: lembrar o que os outros esqueceram.
(3) O quarteto acima traz a ideia de que o passado é continuamente reescrito, a partir de cada presente e de seus novos interesses, eliminando, assim, a possibilidade de a História conter um caráter científico.
(4) A reconstrução do passado, exatamente como ele ocorreu, é o que fazem os historiadores, independentemente de suas convicções ideológicas e pessoais.

 

06. (UERJ)Eu era garotão ainda quando a Força Expedicionária Brasileira chegou à Itália. Passaram na minha cidade, porque foram de Salermo para Siena. Fazia parte do batalhão um cidadão italiano, que veio para cá pequenino e depois se naturalizou. O pai deste soldado tinha deixado uma filha pequena na Itália com um irmão que não conseguia ter filho nenhum. Então o rapaz sabia que tinha uma irmã em Paola, que ele não conhecia e que era criada por um tio. Pediu consentimento para os oficiais e chegou em Paola, chegou lá para conhecer a irmã. Não sabia nem falar italiano, só falava português. Ninguém entendia nada. Aí procuraram o meu pai, que falava bem o português e meu pai serviu de intérprete para ele poder conhecer a irmã.
(Depoimento de Vicenzo Figlino) – (In: GOMES, A.C. (org). “Histórias de família entre a Itália e o Brasil”. Niterói: Muiraquitã, 1999.)

Uma das formas que o historiador utiliza para estudar uma época é recolher depoimentos de pessoas que viveram experiências no passado. O depoimento acima pode estar identificado por um tipo de memória ligado a um contexto histórico.
A alternativa que apresenta, respectivamente, a qualificação para este tipo de memória e uma referência relacionada ao depoimento é:

a) social – imigração italiana
b) oficial – Segunda Guerra Mundial
c) oficial – Força Expedicionária Brasileira
d) social – construção da cidadania italiana

 

07. (UnB-DF) No limiar do século XX, às vésperas da Primeira Guerra Mundial, o historiador francês Ernest Lavisse fornecia as instruções para o ensino da História aos jovens de seu tempo, das quais reproduz-se o trecho seguinte:

Ao ensino histórico incumbe o dever glorioso de fazer amar e de fazer compreender a pátria, todos os nossos heróis do passado, mesmo envolto em lendas. Se o estudante não leva consigo a viva lembrança de nossas glórias nacionais, se não sabe que nossos ancestrais combateram por mil campos de batalhas por nobres causas, se não aprendeu o que custou o sangue e o esforço para constituir a unidade da pátria e retirar, em seguida do caos de nossas instituições envelhecidas, as leis sagradas que nos fizeram livres, se não se torna um cidadão compenetrado de seus deveres e um soldado que ama a sua bandeira, o professor perdeu seu tempo.

Com o auxílio das ideias defendidas pelo historiador Lavisse, julgue os itens que se seguem.

(1) A História é escrita pelos pesquisadores e deve ser ensinada pelos mestres com o compromisso de quem pesquisa e ensina as grandes questões de seu tempo.
(2) A visão excessivamente patriótica do autor expõe concepções que, no alvorecer do século XX, entendiam que o historiador tinha como função glorificar a nação, o Estado e as instituições.
(3) O “ensino histórico”, no contexto do Brasil contemporâneo, deve ser, sobretudo, um instrumento de combate para fazer que as armas intelectuais estejam a favor da unidade da pátria e do amor de cada cidadão pela sua bandeira.
(4) A revolução metodológica no ensino da História tornou-se, no fim do século XX, completamente racional e neutra, sem qualquer possibilidade de interferência da ideologia na teoria.

 

08. (UECE) Sobre as relações entre passado e o presente no trabalho do historiador, podemos afirmar corretamente que:

a) é o presente que direciona todo o trabalho do historiador, fazendo-o escolher no passado somente aqueles fatos e documentos que interessam às suas opções políticas.
b) o interesse por certos temas e as formas de abordar a história são influenciados pelas experiências diretas do historiador e suas opções políticas e sociais.
c) o passado se impõe ao historiador através dos documentos, não importando as pressões nem os interesses do pesquisador.
d) o historiador pode constituir quantos passados quiser, já que seu trabalho depende exclusivamente dos interesses mutáveis do presente.

 

09. (UFCE)A História humana não se desenrola apenas nos campos de batalha e nos gabinetes presidenciais. Ela se desenrola também nos quintais entre plantas e galinhas, nas ruas de subúrbios, nas casas de jogos, nos prostíbulos, nos colégios, nas usinas, nos namoros de esquinas.” – Ferreira Gullar

No que refere ao fato histórico e à produção do conhecimento histórico, é correto afirmar que:

a) o fato histórico não tem que ser, necessariamente, um grande acontecimento; ele também se faz no cotidiano das pessoas.
b) a missão do historiador é, a partir dos documentos primários; estabelecer os fatos históricos e estudá-los em sua linearidade.
c) o trabalho do historiador é mostrar os fatos como realmente ocorreram, não cabendo uma abordagem crítica.
d) a nova História tem-se preocupado, basicamente, em gerar uma produção histórica objetivando contestar a interpretação marxista da História.
e) a história marxista enfoca fatos históricos protagonizados por “Heróis”, reforçando a ideologia da classe dominante.

 

GABARITO

 

01  02  03  04  05  06  07  08  09 
V V F F V V F F

 

Publicado em:História

Você pode gostar também