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Dúvidas respondidas de História II

 

Dúvidas respondidas de História II – Pergunta: Por qual motivo os livros de História não dão muito valor a história da Ásia, Oceania e das Américas antes da chegada dos Europeus. Creio que na Ásia houve grandes império como o Imp. Mongol foi o maior império que o mundo conheceu, os japoneses que tinham grande poder apesar do isolamento.

Resposta: Você tem razão. Aqui no ocidente os historiadores pouco escrevem sobre a história da Ásia. Muitos acontecimentos comum dado de grande valor histórico que nós não registramos com a devida atenção.

Atualmente há no mundo milhões de historiadores. Os livros ou relatos únicos e valiosos atraem os interessados não só pelo seu conteúdo, mas também e principalmente, seu valor econômico, como também pelo seu valor histórico, geográfico, político ou artístico, ou como testemunho de muitos outros aspectos da civilização.

A perspectiva histórica utilizada para classificar uma civilização, mais que um país, como uma unidade é de origem relativamente recente. A partir da Idade Média, a maior parte dos historiadores adotou um ponto de vista religioso ou nacional. O ponto de vista religioso prevaleceu até o século XVIII entre os historiadores europeus, que consideravam a revelação cristã como o marco histórico mais importante, tomando-o como referência para sua classificação. Os primeiros historiadores europeus só estudaram outras culturas como curiosidades ou como possíveis áreas para a atividade missionária. O ponto de vista nacional, diferentemente do religioso, ganhou consistência no princípio do século XVI a partir da filosofia política do estadista e historiador italiano Nicolau Maquiavel, para quem o objeto adequado do estudo histórico era o Estado. O espanhol Francisco de Vitoria, fundador do direito internacional, abordou o tema dos direitos da Coroa espanhola na conquista da América. No entanto, os numerosos historiadores que mais tarde realizaram a crônica dos estados nacionais da Europa e da América só estudaram as sociedades à margem da cultura européia para descrever sua submissão às potências européias, no seu entender mais avançadas. Uma exceção a essa regra é a dos missionários e teólogos espanhóis que se aprofundaram no conhecimento e análise das civilizações recém-descobertas, às vezes de difícil caracterização.

Durante o Século das Luzes (XVII e XIX), os historiadores começaram a se interessar por outras culturas. No século XVIII, o desenvolvimento de um ponto de vista secular e de alguns princípios de crítica racional permitiram que o escritor e filósofo francês Voltaire e o seu compatriota, o jurista e filósofo Montesquieu, transcendessem o provincianismo do pensamento histórico até então vigente. Mas na aplicação destas teorias à história universal ficaram patentes tanto a própria parcialidade como a da sua cultura. Tentavam minimizar ou ignorar costumes irracionais e partiam do princípio de que todas as pessoas são inerentemente racionais e, portanto, muito semelhantes, de modo que suas condições deviam ser válidas para todos os seres humanos, iniciando assim a perspectiva eurocentrista da civilização.

No princípio do século XIX, os filósofos e historiadores românticos rejeitaram essa ideia. Os filósofos alemães Johann von Herder e Georg Wilhelm Friedrich Hegel destacaram as profundas diferenças humanas existentes quanto à inteligência e obras segundo sua cultura, trazendo consigo o princípio do estudo comparativo das civilizações.

Segundo os historiadores modernos (do século XX) , é impossível escrever a história de qualquer país sem levar em consideração o tipo de cultura a que ele pertence. Afirmam que grande parte da vida de um país está condicionada por sua participação em uma entidade social de maior escala, composta por uma série de nações ou estados que compartilham muitas características com uma mesma origem. É esta entidade social maior, mais cultural que política, a que consideram como verdadeiro objeto de estudo histórico. Atualmente, as civilizações estão inter-relacionadas a um ponto tal que nenhuma delas persegue um destino independente, participando todas elas de uma civilização mundial comum.

No começo do século, alguns historiadores viram importantes características comuns na história das diferentes civilizações. O filósofo alemão Oswald Spengler, em sua obra A decadência do Ocidente (1918-1922), descreveu as civilizações a partir de uma perspectiva evolucionista e orgânica, ou seja, como organismos vivos que passam através das mesmas fases em diferentes momentos. O historiador britânico Arnold Joseph Toynbee, partindo de um determinismo menos estrito que Spengler, em sua obra Estudo da história (12 volumes, 1934-1961), estabeleceu também um padrão uniforme para a história das diferentes civilizações. Segundo Toynbee, uma civilização poderá prolongar sua vida de forma indefinida se souber ir dando uma resposta correta aos diferentes desafios internos e externos que forem surgindo. No entanto, muitos historiadores são extremamente céticos com relação às filosofias da história derivadas de um suposto padrão do passado e evitam basear as previsões sobre o futuro nessas teorias cíclicas e repetitivas da história.

Os historiadores encontraram dificuldades para delimitar uma determinada sociedade e classificá-la como civilização. Utilizam o termo civilização para referir-se a uma série de sociedades passadas e presentes que manifestam modelos históricos, culturais e técnicos característicos. Entre essas civilizações, estão a do Extremo Oriente, que surgiu na China em cerca de 2200 a.C. e se estendeu até o Japão em torno de 600 d.C.; a que surgiu na Índia em torno de 1500 a.C.; a egípcia, que se desenvolveu por volta de 3000 a.C.; a suméria, mais ou menos em 4000 a.C., seguida da babilônica, em torno de 1700 a.C.; a minóica, em torno de 2000 a.C.; a semita, em cerca de 1500 a.C.; a olmeca, aproximadamente em 1500 a.C.; a greco-romana, por volta de 1100 a.C.; a bizantina, que surgiu no século IV d.C.; a islâmica, do século VIII d.C.; as civilizações incaica e asteca, que surgiram por volta do século XIV d.C., e a ocidental, que se consolidou na Europa Ocidental no início da Idade Média e que engloba as sociedades que se desenvolveram no continente americano a partir do século XVI.

Publicado em:Dúvidas

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