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Artigo – Como superar o fracasso no vestibular

Um ano inteiro só pensando no vestibular e o nome não aparece na lista de aprovados. Como lidar com o adolescente que passa a se sentir incapaz de conseguir seu lugar na faculdade? Como reanimá-lo para começar tudo de novo?

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Como superar o fracasso no vestibular

Psicólogos alertam que a educação dada aos filhos influencia muito a maneira como eles reagirão a uma eventual falha no exame. As crianças estão sendo tão paparicadas atualmente, que essa acaba sendo a primeira frustração que têm de enfrentar, diz a psicóloga Marilda Lipp.

Segundo a especialista, o vestibular já é o segundo principal motivo para que adolescentes procurem ajuda psicológica. Perde apenas para a dificuldade em se relacionar com colegas, namorados e família. O adolescente é impaciente e imediatista, completa Marilda. Ele vai para o vestibular achando que a vida inteira dele está em jogo.

O difícil é ver todo mundo na faculdade e você no cursinho de novo, diz Amanda Pires, de 19 anos, que não conseguiu uma vaga no curso de Arquitetura. Foi sua terceira tentativa. Ela diz que chorou muito depois que percebeu que não havia entrado na Universidade Estadual Paulista (Unesp), última esperança deste ano. Quis desistir de tudo, viajar e não mais fazer vestibular.

Julia Morena, de 19 anos, enfrenta situação semelhante. Ela sonhava com uma vaga no curso de Biologia. Fica parecendo que você passou um ano inteiro sem fazer nada, diz. Você se sente uma incapaz.

A coordenadora do serviço de orientação profissional do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Ivetty Piha Lehman, define o vestibular como uma marcação da entrada na vida adulta e, por isso, a derrota nessa etapa é tão difícil de ser enfrentada. Há até os que não participam de provas como as da USP para fugir da frustração que consideram como certa.

Para tentar amenizar o início do novo ano de preparação para as provas, cursinhos realizam um trabalho especial com os alunos conhecidos como veteranos. Fazemos um diagnóstico individual da prova, vendo o que ele errou e o que acertou, diz o coordenador do curso Anglo, Ernesto Birner. No Objetivo, depois da conversa com os professores, psicólogos ainda atendem os estudantes que sentirem necessidade de ajuda.

Eles chegam muito decepcionados e com receio de que a gente também se decepcione com eles, diz a responsável pelo serviço no cursinho, a psicóloga Vera Guimarães. Nosso trabalho é, principalmente, melhorar a auto-estima. Um adolescente que foi educado sem ouvir muito ‘não’ tem mais dificuldade em lidar com a falha no vestibular, diz o professor da Faculdade de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica (PUC), Miguel Perosa.

Segundo ele, os pais precisam também ajudar o adolescente a vislumbrar um futuro, dificuldade comum aos jovens. Eles devem ajudar os filhos a perceber que um ano a mais de estudo pode parecer um sacrifício, mas será compensado depois.

Renata Cafardo

(O Estado de São Paulo)

 

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