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Artigo – O Caminho das Pedras

O que o mercado de trabalho espera dos profissionais

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O Caminho das Pedras

As bexigas caem sobre os recém formados, ainda de beca, que se abraçam, pulam, gritam, comemoram o resultado dos últimos anos de estudos e dedicação. As tradicionais cerimônias de colação de grau representam o ponto máximo da trajetória dos estudantes, ao mesmo tempo em que é apenas o começo de uma fase muito mais difícil: a entrada no mercado de trabalho.

Essas três últimas palavrinhas podem causar arrepio em quem se formou e ainda não arrumou emprego ou para aqueles que, de canudo na mão, viram-se obrigados a desempenhar funções ou a se sujeitar a salários muito aquém do imaginado. Mas, afinal, o que é esse tal mercado de trabalho? E o que ele quer dos profissionais? Como se dar bem em tempos de desemprego e estagnação econômica? Não se desespere e leia com bastante atenção algumas dicas importantes para quem está começando.

Comece Cedo

Os especialistas em recursos humanos são unânimes em afirmar que experiência é pré-requisito básico para qualquer profissional, mesmo para aqueles que acabaram de se formar. Impossível? Não para quem tem boa vontade. Vale qualquer coisa: estágio, trabalho voluntário, laboratório, o importante é estar, desde muito cedo, em contato com a realidade da sua profissão. Os estudantes esperam terminar a faculdade para buscar emprego, acham que com o canudo vão ter um grande diferencial e se deparam com um mercado que quer experiência profissional. A grande dica é: tão logo ingresse na faculdade, corra procurar estágio. O salário, nesses casos, não deve ser prioridade. Os jovens reclamam que às vezes têm que “ pagar pra fazer estágio”. Se for preciso, “pague”

Onde Procurar

Para conseguir um emprego ou estágio não adianta sair distribuindo currículo até na lojinha da esquina. Assim só se gasta tempo e dinheiro. Quem atira para todos os lados ainda pode ficar desmotivado por causa da quantidade de nãos que vai ouvir como resposta. São raras as empresas que olham e guardam os currículos que recebem sem solicitação. O mais indicado é focar a busca. Por menor que seja a oferta de vagas, é preciso procurar empresas que se adaptem ao seu perfil. Checar como essa empresa faz o recrutamento, se ela tem convênio com uma agência de recursos humanos, descobrir quem é o responsável pela contratação e marcar uma visita.

Para quem ainda está na faculdade, o negócio é ficar esperto, porque a oportunidade pode estar sentada ao lado. Relacionar-se bem com os companheiros de curso e, principalmente, com os professores, pode ser o passaporte para o mercado de trabalho. Também vale participar de encontros e congressos, estar sempre por perto dos profissionais da sua área.

Cabeça Aberta

Imagine a situação: após uma bateria de testes de conhecimento específicos, inglês, informática, avaliação psicológica, o candidato prova ser plenamente capaz de desempenhar as funções requisitadas para a vaga. Os demais concorrentes foram eliminados. Mas um bate-papo informal com o diretor da área foi suficiente para descarta-lo. Alguns fatores podem ter contribuído para esta infelicidade. O entrevistador podia estar mal-humorado naquele dia. Mas o mais provável é que o candidato não tenha se mostrado suficientemente informado sobre os assuntos levantados. Não importa se a vaga era para um nutricionista e as perguntas eram relacionadas à política econômica do novo governo.

O mercado exige profissionais globalizados. O que não se limita a tecnologias, equipamentos. Significa ter informação e saber transformar essa informação em conhecimento. Seja da área que for. Um médico, por exemplo, tem que saber sobre medicina, política, economia. Os profissionais de recursos humanos dão mais importância às habilidades e competências em detrimento do próprio currículo. Aquelas pilhas de livros técnicos são fundamentais para a formação profissional, mas não substituem a leitura dos jornais, livros e revistas, as idas ao cinema e ao teatro, o acompanhamento do noticiário no rádio e na televisão. Se você não se lembra da última vez que fez qualquer uma das atividades acima, pode estar certo que, mais cedo ou mais tarde, um pouco de cultura vai lhe fazer falta. Não adianta nada uma pessoa com nível superior que desmonta ao falar. A formação sozinha não faz milagre.

Inteligência Emocional

Maturidade, ponderação, paciência, facilidade de comunicação. Essas são apenas algumas das características que as empresas exigem de um profissional hoje. Claro que tudo isso sem experiência e formação não adianta. Mas 100% das requisições profissionais são de pessoas que não sejam mal-humoradas. Isso vale para todos os segmentos, talvez um pouco menos para o nível operacional, mas pouco menos.

São basicamente três as habilidades emocionais fundamentais para um profissional ser bem-sucedido: controlar e administrar emoções, ter automotivação e ter habilidade de empatia. Esta última refere-se à capacidade de perceber as reações de outra pessoa, identificar o que sente e o que pensa o outro. Não se trata de concordar com os sentimentos alheios, mas sim compreendê-los.

Imagem Pessoal

Imagem não é tudo, mas quase. Pelo menos é o que pensa o pessoal de recursos humanos, que se recusa a aceitar tatuagens, piercings, decotes e cabelos despenteados.São poucas as áreas que escapam da exigência de uma aparência clássica, quase uniformizada. Você já viu gerente de banco com a camisa suja ou rasgada? Existe uma confusão entre individualidade e papel profissional. Individualidade você tem no final de semana.

Concordando ou não, essa é a doutrina que rege a maioria das empresas e instituições. Não adianta espernear. São muitas as histórias de bancos e multinacionais que recusaram candidatos por motivos banais como o uso de terno azul e meia soquete branca. Ou das mulheres que dançaram numa disputa de emprego porque abusaram do perfume, do decote ou do penteado na hora da entrevista. Pense num médico atendendo de bermuda. Ou em alguém entrando na igreja de biquíni. Não dá, da mesma maneira que você não pode chegar numa entrevista mascando chiclete.

Realização Pessoal

As exigências realmente são muito grandes. O mercado profissional não é nem um pouco amigo. Para não se desiludir, é preciso estar preparado. O jovem tem que fazer contato com os profissionais já formados, para saber quais são as dificuldades da sua profissão, o começo sempre vai ser árduo. È difícil encontrar nos primeiros anos de carreira aquilo que se idealizou. Existe um campo minado antes, onde é preciso pisar com cuidado pra atingir a realização no futuro.

Mas não se desespere. É possível conciliar trabalho, satisfação e retorno financeiro. Só é preciso ter calma. Não adianta achar que nos primeiros anos de formado você vai ganhar tanto quanto o seu pai e se divertir da mesma forma como fazia nos tempos da faculdade. Hoje em dia só se destacam profissionais que gostam do que fazem, mas todos têm que fazer muita coisa que não gostam também.

Todos devem seguir os seus sonhos, mas sem precipitações. Os especialistas consideram suicídio profissional abandonar um emprego sem ter outro na manga. O valor de um profissional disponível no mercado é muito menor do que um que já está trabalhando.

A boa notícia é que a tendência das empresas é recrutar cada vez mais jovens talentos. Além da disposição e motivação, eles têm a vantagem de custar menos para as empresas e de não ter os vícios dos profissionais mais experientes. As grandes multinacionais, que já têm uma estabilidade, buscam pessoas mais novas com grande potencial porque podem pagar menos por esse funcionário e investir na sua carreira.

O que se lê por trás de todos esses conselhos e considerações é: esteja preparado e consciente das dificuldades.Mas nunca se esqueça de que o objetivo de tanto sacrifício é, no fim das contas, ter uma carreira e condições financeiras para realizar os seus sonhos. Que acima de qualquer obstáculo está a sua felicidade. Por isso, estude, procure emprego e trabalhe, mas não abandone todas as outras coisas importantes da vida!

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