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Artigo – Vestibular e Escolhas

Resumo da palestra sobre escolhas profissionais, autoconhecimento maturidade e sucesso trechos extraídos do livro vestibular e escolhas profissionais: 100 dúvidas.

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Artigo – Vestibular e Escolhas

Vou prestar vestibular. E agora?

Estratégias práticas de preparação psicológica para o vestibular

O vestibular continua sendo uma grande ameaça para muitos jovens, que diante de situações de competição sentem-se amedrontados e têm seu rendimento diminuído. Alguns chegam a desmotivar-se pelo medo e nem tentam uma boa universidade.

Por sentirem-se incapazes, esquivam-se, o que nem sempre reflete seu verdadeiro potencial. Os dados de uma grande pesquisa confirmam: 65,5% dos alunos apresentam sintomas psicológicos relacionados ao stress. Em colégios: 79,30% das mulheres e 51,72% dos homens. Nos cursinhos: 89% das mulheres e 77% dos homens.

Principais sintomas: pensamento constante em um só assunto; dificuldades de memória; desgaste físico e cansaço; alteração de humor e preocupação excessiva. Os Educadores e os familiares podem fazer uma grande diferença na vida dos adolescentes. Devem compreender as vicissitudes emocionais desta fase e proporcionar um direcionamento seguro e bem orientado para a organização pessoal e escolar.

Isso, em paralelo a uma relação de cumplicidade e afetividade. Como conseguir esta equação na medida certa? Baseado na experiência do autor no campo educacional, de suas pesquisas e de seu livro relativo ao tema, este evento é de grande auxílio na formação de um contexto sadio e produtivo para esta fase, que reverbere em todos: alunos, pais e escolas.

Como fazer uma boa escolha profissional?

Uma boa escolha profissional leva em conta pelo menos três elementos: quem é o jovem, o que é o mercado de trabalho e o que é a vida universitária. As grandes causas da evasão universitária, que hoje chega a 40% ou 50% em escolas particulares e a 30% em alguns cursos da Universidade de São Paulo (USP), têm relação com a desinformação do aluno sobre si mesmo, sobre as dificuldades do mercado e sobre as matérias da faculdade.

Isso pode ser evitado se houver um trabalho sistematizado ao longo da vida escolar, que conduza a uma escolha assentada em informações confiáveis e atualizadas. Muitas vezes é transmitida ao jovem uma visão negativa do mercado de trabalho e da profissão que lhe interessa e assim ele acaba absorvendo essas informações e nem busca conhecer pessoas que se deram bem na área de seu interesse; e também não investiga o que alguns fizeram para se colocar positivamente no mercado.

Em outras palavras, fica desmotivado e confuso por conhecer somente um lado da história: o lado dos que fracassaram. Penso que isso é um erro.

Para cada profissão há profissionais bem sucedidos e pessoas que fracassaram. O sucesso ou o insucesso de uma pessoa não pode ser atribuído à sua carreira, pois se isso fosse verdadeiro, como explicar aqueles que se deram bem? Foram sortudos? Ou usaram das habilidades, competências e virtudes mais adequadas? Por que não pesquisar o perfil dos que venceram ao invés de tomar o perfil dos que fracassaram como regra?

O jovem tem que receber boas informações, para que faça escolhas autênticas e assentadas na realidade. Não se pode jogar um balde de água fria em seus sonhos e também não é adequado incentivar escolhas que seriam realizadas sem base na realidade.

Quais as perguntas que um jovem deveria se fazer antes de realizar uma matrícula num curso de sua preferência?

Antes de prestar o vestibular o jovem pode fazer uma espécie de check list, ou seja, deve ver se consegue responder a algumas questões:

1) Eu gosto desta profissão? Já li a respeito do que se trata este curso e o que faz este profissional? Conheço algumas das áreas de ocupação profissional das pessoas que se formam neste curso e tenho interesse em algumas delas? O que meus pais dizem a respeito deste curso? A opinião deles é atualizada? Faz sentido? Conversamos a respeito? Qual o perfil das pessoas que trabalham nesta profissão? Ele tem a ver com o meu jeito de ser? Como é o dia-a-dia dos profissionais atuantes nesta área?
Tem a ver comigo? Eu tenho um bom conhecimento das matérias exigidas para entrar nas universidades que oferecem este curso? Posso pagar esta faculdade? Se não puder pagar, qual o sistema de bolsas, ou onde poderia encontrar facilidades como crédito educativo para seguir adiante com meu projeto de vida? Já assisti a uma aula do curso que eu penso me interessar? Conversei com o coordenador da faculdade sobre o mercado de trabalho atual e sobre as tendências futuras? Sei quais as melhores universidades nesta área? Conversei com alunos que estudam neste curso sobre o que eles acham do que fazem? E com profissionais formados?
Antes de fazer a escolha final do vestibular a ser prestado, o aluno deve conhecer todas as profissões universitárias da atualidade, suas diversas ocupações e a grade curricular geral das faculdades. Muitas vezes o aluno não têm ideia de que um psicólogo pode trabalhar com trânsito ou ao lado de advogados.

É preciso que ele saiba que é fundamental conferir o domínio e o interesse sobre as matérias presentes na segunda fase da Fuvest, que representam os conceitos mínimos para se cursar uma boa faculdade. Não dá para fazer medicina e não gostar de biologia. Não dá pra fazer psicologia e não gostar de português. Estas são algumas das questões essenciais que um aluno deve se fazer antes de prestar o vestibular.
Sim, é trabalhoso, mas imagine prestar para uma faculdade e descobrir no meio do curso que uma preguiça lá atrás empacou a sua vida…

Quanto eu devo levar em conta as minhas paixões na hora de escolher a carreira?

Um psicólogo americano de Harvard, Mark Albion, entrevistou alunos de administração na década de 80 e perguntou a eles por que escolheram a profissão.
Vinte anos depois, checando a evolução da carreira de cada um, descobriu o seguinte: no grupo dos que escolheram a profissão pensando tanto na paixão quanto no retorno financeiro, havia 50 vezes mais multimilionários do que no grupo que usou apenas critérios racionais, como a remuneração e a herança da empresa da família para seguir aquela carreira. Tire suas próprias conclusões.

De que forma a escola pode ajudar o aluno a se conhecer melhor?

Nesta fase o jovem precisa descobrir suas preferências, seus valores, seus talentos evidentes e os latentes, o estilo de vida que pretende levar. A escola tem um papel fundamental nessa sondagem de aptidões. Através da oferta de disciplinas eletivas por exemplo, o aluno pode identificar algumas habilidades, interesses, dificuldades e competências. Seja em aulas de Robótica, de Photoshop, de teatro, dança ou outras, seja no trabalho voluntário, o aluno tem a oportunidade de se perceber útil e capaz, e também pode perceber o seu perfil.

A ideia é a escola oferecer diversos contextos para o jovem se conhecer melhor. A escola pode ajudar muito ao oferecer cursos complementares à educação formal, mas é um erro esperar que tudo venha da escola, que já arca hoje com muitas responsabilidades na formação dos jovens e na educação familiar. O aluno também tem que fazer a parte dele e sair do circuito fechado casa-escola-clube-baladas.
Tem que pesquisar, ir atrás de cursos e atividades que lhe permitam um bom uso de seu tempo livre e de sua energia para se sentir útil, para colaborar com a sociedade e até para se conhecer. Assim, poderá fazer uma boa escolha de carreira e as muitas outras escolhas que são tão importantes quanto. Quanto mais aberto a novas experiências, quanto mais exposto a contextos e atividades diferentes, maiores as chances que um jovem tem de perceber qual o seu verdadeiro espaço no mundo.

As meninas estão mais preparadas que os meninos para a escolha da profissão?

É ilusório achar que elas têm mais maturidade do que eles. Os meninos de hoje são bem mais afetivos, abraçam, choram, estão preocupados em se conhecer. É verdade que alguns ainda acham que certas profissões são mais masculinas, como direito e engenharia e acabam desprezando aquelas de viés tido como feminino: fisioterapia, nutrição e enfermagem, por exemplo, por serem profissões de ajuda.

Muitas vezes, porém, os contra-exemplos é que dão certo. As mulheres estão ganhando o mercado de trabalho no direito e na administração. Os homens estão se destacando no estilismo e na gastronomia. Não existe isso de profissões femininas ou masculinas, o que importa hoje em dia é fazer o que se gosta e desenvolver o espírito empreendedor.
É preciso ter cuidado para não estereotipar e ser verdadeiro consigo mesmo nesta hora, pois muitos preconceitos são mera covardia de alguns que não têm coragem de quebrar as barreiras convencionais ou advém de pessoas que querem controlar o desejo das outras lhes impondo barreiras ilusórias. Por exemplo, houve um tempo em que as mulheres e os negros não tinham o direito de votar, o que é inconcebível para os dias de hoje.

Muitos dos preconceitos atuais já foram superados e daqui a alguns anos muitas das nossas verdades já estarão superadas. Muito cuidado com visões parciais da realidade. Busque sempre informações reais, atuais e de fontes confiáveis e variadas.

O que é o espírito empreendedor? Como desenvolvê-lo?

É o desenvolvimento da autonomia, da iniciativa pessoal, é aprender a pesquisar, a buscar conhecimentos a mais do que os pedidos pelos professores em sala de aula. Ser empreendedor é aprender a ler a realidade a partir de diversos ângulos, ler uma notícia de diversas fontes e formar a sua própria opinião.
Empreender é vislumbrar as tendências e pensar em formas de investir em oportunidades novas no mercado de trabalho. Olhar para um supermercado, uma loja, para um restaurante, ou um consultório sempre pensando em como melhorar o atendimento, os serviços, os produtos, as embalagens, a comunicação, enfim, cultivar um olhar que vá além, um olhar que viaje na imaginação e pense o que ninguém se atreveu antes a pensar.

O aluno que investe algum tempo cultivando este espírito desde cedo é o que tem maiores chances de sucesso no futuro. Houve um tempo em que não usávamos celular. Provavelmente quando a primeira pessoa aventou a hipótese de fabricar um, alguém lhe disse que era loucura. O mesmo aconteceu com os computadores.
Quando Bill Gates apresentou à IBM a ideia de investirem no desenvolvimento do sistema MS-DOS, foi ironizado. O que ainda precisamos inventar? Como vamos viver daqui a 20 anos? Como melhorar a forma como trabalhamos? Como melhorar os produtos de que dispomos? Como melhorar os relacionamentos entre as pessoas? Como produzir mais água doce? Como manter nossa saúde? São algumas perguntas que o jovem pode se fazer para exercitar o seu olhar empreendedor. Perguntas que sempre terão novas respostas.

Falar sobre trabalho e emprego no 3º ano do Ensino Médio não é cedo demais? Os jovens não estão tendo sua juventude roubada pela pressa de seus pais?

Os alunos se sentem muito agradecidos quando têm alguém que lhes fale sobre como conseguir seu espaço no mundo. Muitos alunos já começam a trabalhar durante a faculdade ou mesmo durante o Ensino Médio, seja num trabalho voluntário, na animação de uma festa infantil, como DJ ou como vendedor de fim de ano numa loja de roupas.
Claro que é uma pena o jovem ter de pensar nisso tão cedo, mas o desemprego no Brasil é alto demais e os jovens sabem disso. Se a preparação para a entrada no mercado de trabalho for feita aos poucos, com cursos de capacitação condizentes com a idade escolar e com as possibilidades de cada aluno, esta passagem, da adolescência para a juventude, pode ser feita de modo mais seguro e até mais suave.

Em muitas empresas, na hora de uma seleção para um estágio, a primeira linha que se olha no currículo é a de cursos extracurriculares. Quando ensino um aluno a fazer o seu currículo, ensino-o a perceber a forma como um profissional de Recursos Humanos de uma empresa, com quem deve se deparar num futuro próximo, o verá.
Quando questiono, por exemplo, quais habilidades e qualificações seriam essenciais para ele (jovem) contratar um funcionário para sua empresa, ele começa a refletir sobre a importância de cursos extracurriculares, de conhecer línguas, saber informática, ter bom humor, saber trabalhar em equipe, ter experiência com trabalhos voluntários, boas notas, estudar em uma universidade de primeira linha, ter um bom marketing pessoal, polidez, dedicação, entre outras coisas. Ao invertermos os papéis, o jovem pode perceber que ele mesmo não contrataria alguém que tivesse um perfil mediano, ele iria querer o melhor para si. Então lhes pergunto: por que não nos transformarmos no melhor que podemos ser?

Posso confiar num teste para escolher a minha profissão?

Eu pergunto aos meus alunos: você confiaria num teste para escolher seu marido ou esposa? A reposta é sempre um sonoro não! Bem, então pergunto novamente por que com a escolha de carreira seria diferente? Teste psicológico de escolha profissional indica que há um jeito certo de ser o profissional daquela área, o que muitas vezes não condiz com a realidade. Eu, por exemplo, sou um psicólogo, mas fujo ao padrão e isso foi interessante para minha carreira. Se você pensar em outras pessoas bem sucedidas vai ver que em muitos casos as pessoas com perfis diferentes do comum foram as que se deram melhor.

Pensemos no Romero Brito. Ele tem um perfil bem diferente da maioria dos artistas plásticos e se destacou enormemente. Prefiro pensar no termo G.A.P.P.- Grau de Afinidade Pessoal e Profissional e, para isso, uso conceitos criados por John Holland, um psicólogo americano cuja metodologia é a mais usada nos Estados Unidos para seleção de pessoal. Segundo Holland, são seis os tipos psicológicos básicos: social, empreendedor, realístico, investigativo, artístico e convencional.
O fundamental é o aluno saber qual tem mais a ver com ele, perceber seus interesses, suas possibilidades, os ambientes em que prefere estar, seus valores e os possíveis desafios que prefere enfrentar em sua dia-a-dia. Ao conhecer o seu perfil como um todo, ao conhecer a sua personalidade, o jovem consegue escolher a sua carreira com mais segurança e fidelidade.

Ás vezes dá para fazer isso sozinho, noutras os jovens precisam de mais ajuda. O importante é estar perto e estender a mão a eles. O teste, ou qualquer sistema de pesquisa de afinidade, deve sempre estar dentro de uma forma mais ampla de escolha, ou seja, pode ser um bom instrumento auxiliar, mas nunca dar a reposta final, que deve ser construída ao longo de um processo de auto-conhecimento e de conhecimento reflexivo sobre a realidade.
Eu mesmo lancei um CD ROM de apoio à escolha profissional que saiu em todas as bancas do país em 2003 e na primeira página há esta advertência: trata-se de uma plataforma de pesquisa de afinidade pessoal e profissional, isso é o máximo que um teste pode fazer pelo aluno, o resto ele mesmo deve ir atrás.

Como cuidar da parte emocional nesta fase?

Sugiro algumas alternativas. Há os que preferem exercícios de relaxamento ou meditação, que ajudam na tomada de decisão e na diminuição de estresse. Isso, pois temos dois cérebros: o racional (córtex cerebral, a parte cinzenta do cérebro) e o emocional (dentro/ou embaixo deste, conectado à espinha, à memória e às emoções, centro de nossos significados e escolhas emocionais).

Muitas vezes a dificuldade do aluno às vésperas do vestibular ocorre por que o cérebro emocional o leva a decidir por artes plásticas, mas a mente racional lhe diz que ele vai ficar mais rico fazendo administração.
Quando pratica relaxamento continuamente, a capacidade de tomar decisões aumenta porque o jovem fica mais conectado com sua essência, com seu self, com sua intuição. Ao praticar o relaxamento diariamente, o jovem aumenta sua capacidade de decidir e relaxa para as provas ao mesmo tempo.

Outra forma de se preparar é praticar exercícios físicos regulares, preferencialmente aeróbicos, que produzem a liberação de endorfinas (calmantes naturais) e da adrenalina (que estimula a liberação da acetilcolina, que é uma substância que favorece as ligações dos neurônios entre si). Praticantes de esportes têm até uma memória melhor, relaxam naturalmente, domem melhor e são mais saudáveis. A combinação dos dois métodos é fabulosa.

Como fazer um relaxamento em poucos minutos?

Apagar ou diminuir a luz da sala e colocar uma música relaxante e, de preferência, sem letra, para não ativar demais o lado racional. Sentar confortavelmente, sem deixar a cabeça sobre as mãos e fechar os olhos, respirando profundamente por dois a três minutos. Depois, concentrar-se nos batimentos cardíacos, imaginando que o coração está se acalmando e se aquecendo. Isso dura cerca de quatro minutos.

O passo seguinte é ir sentindo cada parte do corpo, da cabeça aos pés como se estivesse derretendo, como se fosse um sorvete derretendo aos poucos, soltando no chão, ou na cadeira. Na última etapa, visualizar algo que lembre contentamento ou gratidão. Pode ser uma cena de algo de bom que alguém lhe fez, um beijo de amor recebido, um animal de estimação, um dia bom, ou uma expressão de carinho de uma pessoa querida. Essas imagens que envolvem cenas de alegria emocional passam a sensação de que a vida é boa, positiva, receptiva. Isso ajuda muito a relaxar.

O que os pais podem fazer para ajudar os filhos?

Os pais precisam desmistificar a própria figura profissional diante dos filhos. Muitos jovens mal sabem o que os pais fazem. Vale levá-los ao ambiente profissional e contar como é o seu dia-a-dia. Fora isso, é importante perguntar as preferências dos filhos para, juntos, visitarem as universidades que ofereçam os cursos de que o jovem gosta.
Ou então podem visitar uma livraria e lá vasculhar todo o material disponível sobre o assunto. Há pais que usam a sua rede de contatos, conferindo amigos e profissionais que possam falar sobre uma ou outra área. Os pais podem criar uma ponte que ajude a obter mais informações sobre as opções profissionais dos filhos, sem tomar a decisão por eles e sem criar falsas ilusões, ou querer que os filhos realizem seus sonhos frustrados.

E quando a família tem um negócio e pressiona o filho a seguir uma área relacionada a esse patrimônio?

Eu estimulo os alunos a não negarem essa possibilidade. Sugiro que passem o mês de férias, por exemplo, fazendo um estágio no negócio do pai ou da mãe. É bom lembrar que o fato de o pai ter uma empresa não significa que o filho precise cursar administração. Ele pode fazer marketing, direito, algo que falte na estrutura da empresa.
Antes de mais nada, o jovem precisaria se perguntar: eu quero essa vida para mim? Se sim, como eu poderia ser mais útil a esta empresa? Em muitos casos, vale a dica: trabalhar fora da empresa dos pais primeiro, para ganhar experiência e maturidade e só entrar na empresa familiar depois, para ser mais respeitado e ter a auto-estima preservada. É duro carregar a ideia de que ele está lá apenas por ser o filho do dono e não um profissional capaz.

O que fazer quando não se tem interesse específico ou há várias áreas de interesse?

Antes de mais nada, vamos deixar claro uma coisa: isso não é imaturidade, erro ou incoerência. Podemos sim gostar de muitas coisas. Nós somos múltiplos. Assim como podemos apreciar batata frita e macarrão, podemos nos entusiasmar com odontologia e relações públicas. Para uma boa decisão vale a pena aliar a emoção, aquilo de que se gosta, com a razão, os dados da realidade.
Não dá para idealizar uma profissão, achar que se vai ter ganhos astronômicos numa carreira cujo cotidiano não tem nada a ver com a pessoa. Ele dificilmente vai prosperar. E mesmo que se chegue lá financeiramente, de que isso adiantara se for para pagar com a própria infelicidade? Se eu não tenho a menor ideia do que eu gosto posso começar a ler sobre todas as profissões que existem, fazer uma pesquisa sem preconceitos, para levantar informações apenas e respeitar o meu tempo de escolha.

Muitas vezes não é que o jovem não saiba o que quer, é que ele tem medo de assumir uma escolha e se dar mal, ou não sabe o nome da profissão que contemple o que ele espera do futuro. Há ainda casos de jovens que não têm mesmo o perfil das profissões universitárias e devem fazer diversos cursos técnicos ou tecnológicos. Outros preferem o comércio. Há espaço para todos no mundo e é melhor assumir o peso da dúvida do que se livrar deste com falsas ilusões. Ou seja, é fundamental haver união entre emoção e razão, intuição e realidade, corpo e mente.

E os jovens que desejam parar de estudar?

Seja lá o que você vá fazer, vai continuar estudando. Se, por exemplo, tornar-se vendedor de uma joalheria, precisará, no mínimo, conhecer as pedras, os instrumentos de lapidação e estudar um pouco de psicologia e marketing para lidar com os clientes. Estudo é uma habilidade para vencer na vida. Só muda o jeito, o local e o tema. O aluno que deseja abandonar a escola está fugindo da realidade. Quem estuda mais se desenvolve mais e prospera mais. Isso está comprovado.

Qual o perfil dos melhores alunos no vestibular?

As pesquisas nacionais indicam que os jovens que têm hábito de estudar, com hora, local e um sistema regular; que têm uma boa vida pessoal e vivem em paz com eles mesmos; que buscam uma boa vida cultural, ou seja, leem livros, jornais e revistas de diversos temas além dos indicados pela escola, que vão ao teatro, ao cinema e que mantém um hobby, ou uma atividade que lhes traga prazer e relaxamento, passam com muito mais segurança por esta fase.

Léo Fraiman
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Vestibular e Escolhas – Fórum Informativo

 

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