Dicas para estimular a Leitura - Vestibular1

Dicas para estimular a Leitura

Artigo – Dicas para estimular a Leitura

Professor mostra como fazer da leitura um espetáculo de vida e de inclusão social.

Everton de Paula, diretor da Editora Unifran, parodiando Euclides da Cunha diz: “Estamos condenados ao conhecimento: ou lemos ou desaparecemos!”

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Dicas para estimular a Leitura

O Indicador Nacional de Analfabetismo Funcional (Inaf), uma das bases de dados utilizadas pelo Ministério da Cultura para subsidiar o programa Fome de Livro, mostra que o Brasil tem 16 milhões de analfabetos com mais de 15 anos (9% da população).
Segundo o Instituto Paulo Montenegro, outra base de dados, apenas 26% da população com mais de 15 anos têm domínio pleno das habilidades de leitura e escrita, ou seja, um em cada quatro jovens e adultos brasileiros consegue compreender totalmente as informações contidas em um texto e relacioná-las com outros dados.

De acordo com o Inaf, o Brasil tem 50% de analfabetos funcionais, que “mal conseguem identificar enunciados simples, sendo incapazes de interpretar texto mais longo ou com alguma complexidade”, mas por outro lado, a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada em 2001 pela Câmara Brasileira da Indústria do Livro (CBL), Sindicato Nacional das Editores de Livros (Snel) e Associação Brasileira dos Editores de Livros (Abrelivros), mostra que 67% dos brasileiros têm interesse pela leitura.

O professor Everton de Paula, membro da Academia Francana de Letras e diretor da Editora Unifran, que completou um ano em agosto, professor de Língua Portuguesa e Literatura, e também autor de vários livros, mostra na entrevista a seguir suas opiniões sobre a importância da leitura e também alguns caminhos para incentivar o hábito nas crianças, adolescentes e adultos.

1. Como pais e professores podem fazer da leitura uma atividade prazerosa?

A conscientização gradual e sistemática de que a leitura pode operar mudanças significativas na leitura de mundo e na própria vida deve ser considerada o primeiro passo para que crianças e adolescentes retomem este hábito com outro sentido, que não o de obrigação escolar.

Assim como beber água, fazer amizades, praticar esportes ou academia, ir ao shopping, a leitura deve ser dirigida (por pais e professores) no sentido de ser tornar uma outra atividade cotidiana do jovem, até que ele próprio o faça sem que se lhe peça coisa alguma.

Na escola: estimular idas à biblioteca, familiarizar-se com o livro, criar situações de “clube da leitura”, troca de informações sobre a última leitura, memorização de pequenos trechos literários em prosa ou em versos, recitação… E, importante: no momento de prova, evitar questões que testem a capacidade de memorização do aluno (perguntas do tipo “quem”, “onde”, “como”, “em que capítulo”…), o que “mata” o prazer pela leitura na fonte. Induzir, na prova, o aluno a redigir sobre as modificações que o livro operou em seu espírito, imaginar se ele, o aluno, fosse tal personagem, como ele agiria em tal situação… Ou seja, o jovem leitor falaria das impressões que o livro lhe causou, e não das palavras que estão escritas na obra.

No lar: se possível, estruturar espaço para a disposição física da biblioteca do jovem. Criar uma pequena, mas útil biblioteca. Os pais deveriam ler com os filhos ou, ao menos, ler sistematicamente e discutir os assuntos com os filhos. E fazer perceber como todos crescem em mente e espírito com a leitura.

2. Como fazer para que a criança/adolescente não encare a leitura como obrigação ou castigo?

Ressurgiu, recentemente, um procedimento didático nas escolas : contar histórias. Não apenas em instituições de ensino, mas também em núcleos sociais de bairro, em promoções semanais de cultura, em eventos diversos.
O público não poderia ser outro: crianças. E quando se contam histórias às crianças, note-se que o narrador se empenha na interação “história>ouvinte”. Tem sido uma fórmula de sucesso.

Quando se solicita à criança que leia um livro apenas por cumprimento de um conteúdo disciplinar, a criança entende aquela leitura como mais uma atividade da escola, igual às contas da matemática, episódios históricos, às descrições geográficas… Não distingue na leitura um exercício de enriquecimento mental e espiritual.

A partir do momento que se busque a interação da criança com a história lida ou narrada, há outro interesse. E mais: que o teor da história traga pertinência com a realidade contemporânea da criança: o pai, a mãe, a casa, as brincadeiras, os jogos, as amizades, os descobrimentos…

É desta forma que principio meu discurso quanto a tornar uma leitura prazerosa para crianças: o enredo tem que apresentar laços com a vida real do leitor aprendiz, e proporcionar possibilidades de interação leitor<>assunto.

3. Até que idade o adulto deve estar presente durante a leitura de um livro?

Não creio em que haja esta orientação em qualquer manual de leitura ou diretrizes didáticas institucionais. Tudo fica a depender da relação mais ou menos prazerosa que o jovem leitor demonstra diante da leitura, diante de seus livros.
Vai-se ao shopping com os filhos: que esta saída não se limite aos lanches rápidos, aos cinemas e entretenimentos eletrônicos. Uma boa livraria também seduz pelas capas, por sua configuração, por seu ambiente, pelas histórias que vende.
É ali que os pais devem se fazer presentes com os filhos, na procura dos lançamentos, dos clássicos juvenis, na solicitação de indicações de títulos… E mais: na leitura de biografias…

Ora, não há tempo para este exercício compartilhado terminar. Se desde cedo começamos a incutir em nossos filhos o gosto pela leitura, vamos pelo tempo afora. Talvez chegue um momento em que o jovem ou mesmo a criança manifeste o desejo de, sozinho, escolher sua própria leitura.

4. Alegando diferentes necessidades e capacidades de atenção, alguns autores dividem a infância da seguinte maneira: 1 a 3 anos; 3 a 6 anos; 6 a 8 anos; 8 a 10 anos; 10 a 12 anos. Acima de 12 anos. Esta divisão pode ser útil de que forma para a prática e o estímulo à leitura? Que livros seriam indicados?

Há algo que precisamos conhecer: as editoras têm ciência desta divisão que a moderna psicologia da educação indica, mais ou menos neste sentido. Surge a literatura comercial, bem sabemos disto. Entretanto, comercial ou não, é ainda uma leitura e um exercício que operam mudanças na mentalidade do jovem leitor.
Basta telefonar a uma editora especializada, dizer-se professor de português, e solicitar livros para crianças de tantos a tantos anos: teremos, com certeza, indicações já catalogadas.

O mesmo ocorre com as distribuidoras.
E não é diferente nas boas e completas livrarias.

Cabe aos professores das escolas, em reuniões pedagógicas, ter catálogos e mais catálogos em mãos, escolher títulos adequados; mas, acima de tudo, não exigir apenas a leitura, mas fazer da leitura um espetáculo de vida. E cada espetáculo deve ser diferente a partir da faixa etária do leitor.

É claro que de 1 a 3 anos teremos “contações” de história; de 3 a 6 o contato físico com a obra e as primeiras letras; de 6 a 8, com o espírito já dirigido a esta atividade, as primeiras leituras, as primeiras descobertas, os primeiros índices ficcionais a povoar a mente…

5) Que relação é perceptível entre um aprendizado eficiente e o hábito da leitura constante? De que maneira isto se reflete no desempenho acadêmico/profissional?

Nem quero falar na questão de inclusão e exclusão social. Machado de Assis dizia que os olhos eram as janelas da alma. Digo mais: a linguagem é o reflexo do nosso interior. E o que enriquece nosso interior de forma prazerosa, dinâmica e perene são as leituras.

Pela linguagem, reconhecemos quem lê de quem não lê. O hábito da leitura refina linguagem, posturas, comportamentos, leituras de mundo, compreensões, reflexões, boa interpretação textual…

Uma escola particular de nossa região pagou a um de seus professores para que pesquisasse um método eficaz de auxiliar os alunos a realizar boas provas no Enem.
Chegou-se à conclusão pura e óbvia: o Enem, que não exige conhecimentos específicos de português, matemática, geografia, etc., mas sim 21 habilidades, está fundamentado numa leitura eficiente do texto e sua intelecção.

E o mais interessante: não há contra-indicação. Quem tem o hábito de leitura só adquire melhores condições de leitura de mundo e inclusão social.

Parodiando Euclides da Cunha: estamos condenados ao conhecimento: ou lemos ou desaparecemos!

Fonte: Marcos Masini / Imprensa /Unifran

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