Quando os Testes Falam Demais - Vestibular1

Quando os Testes Falam Demais

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Dicas para escolha de carreira e profissão

Quando iniciei meu trabalho em orientação profissional, fiquei obcecada com o objetivo de transformar o processo em algo tangível. Queria encontrar ferramentas que ajudassem a colocar objetividade ao trabalho. Fiz várias pesquisas, usei ferramentas muito utilizadas em recursos humanos, selecionei outras em instituições de psicologia. Cheguei a adotar formulários e alguns instrumentos que eu mesma adaptei. Sabia desde o começo que muitos psicólogos questionam esses métodos. Então, sempre respeitei a dúvida e, mesmo mantendo meu objetivo, mantive canais abertos para essa polêmica.

Com a prática aprendi. Instrumentos transformam o ato de decidir em algo mágico, misterioso, quase místico. Em vez de proporcionar auto-conhecimento, trazem a certeza de que, para saber sobre si, só através do outro. O mecanismo para isso é simples. Uma pessoa responde questões sobre ela mesma. Depois de um tempo, essas informações são matematicamente processadas e uma mágica acontece. As mesmas informações que, atenção aqui, a própria pessoa entregou (!), surge em um relatório elaborado.

A pessoa se surpreende com tanta afinidade. Passa a respeitar o intrumento ou teste. Não percebe: Ela mesma falou de si desde o primeiro momento! Não precisava do instrumento. Precisa sim, debruçar a luz sobre si mesmo com auto-confiança. Em que momento deixamos de confiar na própria percepção sobre nós mesmos?

Quando nossa história de vida ficou tão pouco valorizada e enfraquecida a ponto de não dizer nada realmente relevante? Antigamente, o sobrenome familiar garantia crédito. Mais tarde a identidade profissional assegurava respeito. Hoje em dia, será a visibilidade na mídia a comprovação de que se tem valor? Será que essa avalanche de celebridades e grandes personalidades que a mídia fabrica coloca os demais anônimos num patamar de vida inconsistente ou desinteressante?

Afirma-se frequentemente que os jovens são vazios, não têm história, interesses duradouros que justifiquem uma escolha profissional com credibilidade. Entretanto, a verdade é que o cotidiano de qualquer pessoa diz tudo sobre si. O que se gosta, sua dinâmica de relacionamento com amigos, família, estilo de vida, sonhos verbalizados ou não. Está tudo lá, em cada um. Por que buscamos tão longe? Por que achamos que é tão pouco? Por que não retemos as conclusões sobre nós mesmos?

Sob o ponto de vista da prática da orientação profissional, isso se reflete no atendimento. Em geral, as pessoas sabem sobre si, o que gostam e o que almejam. Falta bancar. Falta ter confiança para assumir sentimentos, valores, desejos e sonhos como interesses válidos e viáveis. Falta apoio. Muitas vezes da própria família.

Na aflição de não aceitar a si mesmo, seja por acreditar em esteriótipos que fogem do próprio desejo, seja por pressão social ou familiar, a pessoa sente-se perdida.

Já atendi pessoas que buscam um trabalho específico por acreditar que essa carreira reflete a imagem de alguém responsável e de sucesso. Ironicamente, o que a pessoa realmente gostava de fazer, demonstrava aptidão e realizava com competência era, em sua visão, pouco ambicioso.

E lá vai mais um sujeito tornar-se um profissional medíocre. Com sorte, dinheiro e disposição, com um hobbie para agradar o verdadeiro desejo nas horas vagas. Muitas vezes, nem isso, afinal o trabalho ocupa integralmente. Em tempo, não estou me referindo ao clássico conflito entre escolha de carreiras artísticas em detrimento a profissões tradicionais. Já vi jovens prestarem vestibular para medicina, não por alguma afinidade, mas só por ter excelente perfornance escolar. Afinal, qualquer outra carreira seria um desperdício de potencial.

Que pena, que injusto. Ainda bem que na vida adulta, em algum momento, a maturidade traz a necessidade de encontrar a si mesmo.

Quando os Testes Falam Demais Por: Anaí Auada do site: www.profissoesecarreiras.com.br

 

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