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A história do vestibular, vestibulares

A história do vestibular

Símbolo das dificuldades dos estudantes na entrada da fase adulta, o exame vestibular existe desde 1808 e continua atual. Vamos contar um pouco da história do vestibulares.

Parte tão presente da vida de quem sonha ingressar na faculdade, o vestibular, como se conhece hoje, tem uma história curta. Única porta de entrada do ensino superior no Brasil, o exame de admissão tornou-se obrigatório por lei em 1911.

O nome vestibular, aplicado à prova, vem de vestíbulo ou ante-sala, segundo decreto de 1915. Na época, as escolas realizavam seus testes em duas etapas. A primeira era escrita e dissertativa, a segunda, oral. Se as vagas oferecidas não fossem preenchidas, havia nova convocação.

Esse formato foi usado até meados dos anos 60, quando surgiram as questões de múltipla escolha. Processados em computadores, os testes facilitaram a correção, cada vez mais complexa pelo volume crescente de candidatos. A novidade começou no curso de Medicina da Universidade de São Paulo.

O que apareceu para facilitar trouxe um complicador. O critério de nota mínima liberava aprovados acima do limite de vagas, destinadas aos primeiros colocados. O restante aguardava expansão de oferta. Esses candidatos excedentes organizaram um movimento nacional que o governo resolveu com a Lei no 5540, de 1968. Foi instituído o sistema classificatório, com corte por notas máximas.

Para solucionar o problema da demanda, concentrada na rede pública, o Ministério da Educação permitiu a abertura de numerosas escolas privadas. Hoje são cerca de 900 unidades de ensino superior particulares. Agora, o sistema de ingresso pode voltar a mudar. A Lei de Diretrizes e Bases de 1996 permite que cada escola opte por critérios próprios. A tendência é valorizar a prova dissertativa. Depois da virada do milênio, com quase 3 milhões de inscritos ao ano, o vestibular recupera traços do modelo do início do século.

CRITÉRIOS BÁSICOS

Todos os estudantes têm o mesmo direito

Igualdade

A base de avaliação dos candidatos é o conhecimento adquirido no ensino médio.

Transparência

Tem de existir a possibilidade de correção caso haja falhas no sistema de avaliação.

Qualidade

O processo seletivo deve ser reconhecido por inscritos, professores e instituições.

FUTURO DIFERENTE

As opções de processos seletivos diferentes do vestibular

Avaliação pelo histórico escolar do ensino médio. Ex.: Universidade Católica de Pelotas (RS).

Sistema misto, com a pontuação do vestibular somada ao desempenho no nível médio. Ex.: Universidade São Francisco (SP).

Provas anuais durante o ensino médio, com média ponderada. Ex.: UnB.

Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), limitado a instituições cadastradas, que reserva uma porcentagem algumas vagas. Vem sendo o método mais utilizado pelas universidades federais.

HISTÓRIA SECULAR

O acesso aos cursos superiores com o passar dos tempos

1808 – São instituídos os exames preparatórios para os cursos superiores existentes no Brasil, mas o ingresso torna-se privilégio de colégios de elite a partir de 1837.

1911 – Lei obriga a fazer o exame de admissão, definindo critérios das provas, existência de bancas, calendário e taxas de inscrição.

1915 – De acordo com o Decreto no 11530, as provas passam a chamar-se vestibulares.

1964 – É criada a Fundação Carlos Chagas, para seleção dos candidatos a vestibulares, em São Paulo. Os exames ganham questões de múltipla escolha, processadas em computador.

1968 – Chega ao auge o movimento de excedentes, candidatos aprovados com média mínima, mas sem vagas. Ele é estancado pela Lei no 5540, que substitui o critério de habilitação pelo de classificação.

1970 – Criada a Comissão Nacional do Vestibular Unificado, para organizar o sistema no país. Seis anos depois, a USP unifica seu vestibular com a criação da Fuvest, que realiza sua primeira prova em 1977, avaliando também candidatos das duas outras universidades estaduais, a Unicamp e a Unesp. Na década seguinte, ambas decidem realizar exames separados.

1994 – A Fuvest altera suas provas, ampliando a fase de Conhecimentos Gerais. A primeira é eliminatória.

1996 – Aprovada a nova Lei de Diretrizes e Bases. Nela consta que o ingresso no ensino superior pode ser feito via processo seletivo a critério de cada escola.

Atualmente – Nos últimos anos notamos que pouca coisa mudou nos vestibulares. Muda número de questões de uma prova, fases, isenções, exigências da Redação, modo de inscrição ou ainda as avaliações. As próprias cotas que geram polêmicas costumam mudar os vestibulares, seja para negros ou afrodecendentes, para provindos de escola pública, indígenas e outras. No geral continua como sempre foi, um processo seletivo. Apresenta vez ou outra novidades que publicamos em nossa seção de Novidades ou na seção de Artigos para que nossos usuários fiquem atualizados, como é o caso da Fuvest que adotou também a nota do Enem, a exemplo de quase todas universidades públicas e particulares.

 

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Publicado em:As Novidades

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