Amnésia Política do eleitor pode ser tema do vestibular

Amnésia Política do eleitor pode ser tema do vestibular

Amnésia Política do eleitor pode ser tema do vestibular

O vestibular sempre utiliza temas de atualidades nas provas.

Pode ser também tema para a prova do Enem!

Alguns são evidentes para professores. Veja as reportagens abaixo:

Este ano de eleições foi marcado por várias denúncias de corrupção envolvendo quase a maioria dos representantes do legislativo brasileiro. Casos de desvio do dinheiro público vieram à tona e causaram a indignação em todo o país. Embora nomes de envolvidos tenham sido revelados, poucos foram, de fato, penalizados pelos crimes cometidos e, outros, se afastaram estrategicamente, para concorrer de novo às eleições legislativas desse final do ano.

É bem provável, com toda a visibilidade dada pelos meios de comunicação sobre o assunto, que os vestibulares façam questões sobre o tema e perguntem a respeito da dificuldade do eleitor brasileiro em guardar esses nomes e até mesmo, nessas circunstâncias, em reelegê-los, sendo, assim as vítimas de seus esquecimentos. Como explicar esse fenômeno?

Assim, é importante ter uma perspectiva histórica do problema da votação em cargos do legislativo e por que não dizer também do executivo no Brasil. O vestibulando deve ter em mente que a própria independência do país favoreceu a ideia de um centralismo encarnado na figura do monarca-imperador que dissolveu a Assembléia Constituinte em 1823 e outorgou uma constituição em 1824, constituição essa caracterizada pela centralização política. O reforço desse centralismo verificou-se, também, no Segundo Reinado com o chamado “parlamentarismo às avessas”.

A proclamação da república não mudou a cultura política fundada no centralismo e na reduzida valorização dos cargos legislativos já que o controle do processo eleitoral era exercido pelos coronéis no chamado “voto de cabresto”. Não era necessário saber e exigir nada dos deputados e senadores o importante era seguir o coronel.

A Revolução de 30 e o período Vargas (1930-45) não modificaram a situação, embora a Constituição de 1934 estabelecesse uma ampliação da participação política com o voto feminino e reduzisse a possibilidade de fraude com o voto secreto, o quadro foi marcado pelo centralismo varguista em que o Executivo possuía poder legislar (veja a Constituição de 1937 – a Polaca).

Terminada a ditadura de Vargas (Estado Novo) em 1945, a redemocratização, com uma nova organização político-partidária e uma constituição, era pensada, por muitos, como o caminho para a mudança daquela cultura centralizadora e paternalista que caracterizava a política brasileira. Mas, no lugar dos coronéis, vieram os líderes populistas que comandavam as massas urbanas emergentes. O golpismo rondava governos e ameaçava as instituições políticas e, por mais uma vez, o Brasil renovou a tradição centralizadora. Assim, o chamado “Estado de Compromisso” entre as elites e o líder carismático foi rompido e abriu-se o período do regime militar.

Entre 1964 e 1985 o país foi controlado pelos militares, reforçava-se a fragilidade do poder legislativo diante das manobras de continuidade militar. O centralismo escancarado da chamada tecnocracia, do estadismo burocrático não cedeu espaço a uma cultura política de respeito e valorização da instituição legislativa. Significativa parte da população brasileira foi excluída do entendimento dos processos de governo e de representação democrática, o que fez do voto para cargos legislativos uma obrigação inócua para muitos. Da falta de importância vinha a “amnésia” pós-eleitoral.

É importante que o vestibulando tenha uma perspectiva histórica do assunto, que possa discuti-lo e pense em possibilidades de superação dessa difícil situação.

 

FONTE: Márcio dos Anjos, professor de história do Sistema COC de Ensino, especial para o G1

 

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