Curiosidades e tragédias de autores literários - Vestibular1

Curiosidades e tragédias de autores literários

Curiosidades e tragédias de autores literários

Confira abaixo !

SOMOS TODOS MORTAIS

Algumas curiosidades e tragédias ocorridas com autores literários famosos.

Aluísio de Azevedo tinha o hábito de, antes de escrever seus romances, desenhar e pintar, sobre papelão, as personagens principais mantendo-as em sua mesa de trabalho, enquanto escrevia.

Já dizia Fernando Pessoa que O poeta é um fingidor. Assim fingiu Álvares de Azevedo mascarando-se com um eu-lírico boêmio e experimentado nas boas coisas da vida. Mas o jovem escritor, na áurea da juventude, morreu aos vinte e um anos incompletos, virgem!!!

Em novembro de 1868, Castro Alves saiu para caçar. Um disparo acidental da espingarda atingiu seu pé esquerdo. Ele foi obrigado a amputar a perna no ano seguinte.

Aos dezessete anos, Carlos Drummond de Andrade foi expulso do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo (RJ), depois de um desentendimento com o professor de português. Imitava com perfeição a assinatura dos outros. Falsificou a do chefe durante anos para lhe poupar trabalho. Ninguém notou. Tinha a mania de picotar papel e tecidos. Se não fizer isso, saio matando gente pela rua. Estraçalhou uma camisa nova em folha do neto. Experimentei, ficou apertada, achei que tinha comprado o número errado. Mas não se impressione, amanhã lhe dou outra igualzinha.

Numa das viagens a Portugal, Cecília Meireles marcou um encontro com o poeta Fernando Pessoa no café A Brasileira, em Lisboa. Sentou-se ao meio-dia e esperou em vão até as duas horas da tarde. Decepcionada, voltou para o hotel, onde recebeu um livro autografado pelo autor lusitano. Junto com o exemplar, a explicação para o furo: Fernando Pessoa tinha lido seu horóscopo pela manhã e concluído que não era um bom dia para o encontro.

Para agradar ao poeta, Chico Buarque escalou um jogador do Náutico na Seleção Brasileira, de brincadeirinha.

Clarice Lispector era solitária e tinha crises de insônia. Ligava para os amigos e dizia coisas perturbadoras. Imprevisível, era comum ser convidada para jantar e ir embora antes de a comida ser servida. Tinha o hábito de fumar na cama. No ano de 1967, adormeceu com o cigarro acesso. Acordou assustada com o quarto em chamas. O acidente causou-lhe queimaduras na mão e na perna. Tal fora a gravidade que necessitou fazer enxerto de pele nas pernas.

Érico Veríssimo era quase tão taciturno quanto o filho Luís Fernando, também escritor. Numa viagem de trem a Cruz Alta, Érico fez uma pergunta que o filho respondeu quatro horas depois, quando chegavam à estação final.

Conta-se que Ésquilo, o criador da tragédia grega, morreu esmagado por uma tartaruga que uma águia deixou cair sobre sua cabeça.

Euclides da Cunha, Superintendente de Obras Públicas de São Paulo, foi engenheiro responsável pela construção de uma ponte em São José do Rio Pardo (SP). A obra demorou três anos para ficar pronta e, alguns meses depois de inaugurada, a ponte simplesmente ruiu. Ele não se deu por vencido e a reconstruiu. Mas, por via das dúvidas, abandonou a carreira de engenheiro. Em 1909, morreu depois de trocar tiros com o amante (Ricardão) de sua mulher, o jovem militar Dilermando Cândido de Assis.

Fernando Sabino foi escoteiro dos nove aos treze anos. Nadador do Minas Tênis Clube, ganhou o título de campeão mineiro em 1939, no estilo costas.

Gilberto Freyre nunca manuseou aparelhos eletrônicos. Não sabia ligar sequer uma televisão. Todas as obras foram escritas a bico-de-pena, como o mais extenso de seus livros, Ordem e Progresso, de 703 páginas.

O escritor Wolfgang von Goethe escrevia em pé. Ele mantinha em sua casa uma escrivaninha alta.

Gonçalves Dias morreu em 1864 no naufrágio do navio Ville de Boulogne, que o trazia da Europa para o Brasil. Ironia do destino ou não, o Céu não pode realizar o pedido do nacionalista poeta:

Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu’inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

Graciliano Ramos era ateu convicto, mas tinha uma Bíblia na cabeceira só para apreciar os ensinamentos e os elementos de retórica. Por insistência da sogra, casou na igreja com Maria Augusta, católica fervorosa, mas exigiu que a cerimônia ficasse restrita aos pais do casal. No segundo casamento, com Heloísa, evitou transtornos: casou logo no religioso.

Guimarães Rosa, médico recém-formado, trabalhou em lugarejos que não constavam no mapa. Cavalgava a noite inteira para atender a pacientes que viviam em longínquas fazendas. As consultas eram pagas com bolo, pudim, galinha e ovos. Sentia-se culpado quando os pacientes morriam. Acabou abandonando a profissão. Não tinha vocação. Quase desmaiava ao ver sangue, conta Agnes, a filha mais nova.

Durante uma batalha contra os mouros, em 1549, o poeta português Luís de Camões teve seu olho direito vazado. Quatro anos mais tarde, parte para as índias, a serviço do Império. Numa viagem, seu barco naufraga. Sua companheira chinesa, Dinamene, morre afogada. Camões conseguiu se salvar a nado, levando numa das mãos os manuscritos de Os Lusíadas. Depois disso, chegou a ser preso por não honrar suas dívidas. vivia pedindo esmolas e morreu em completa miséria.

Machado de Assis, nosso grande escritor, ultrapassou tanto as barreiras sociais bem como físicas. Machado teve uma infância sofrida pela pobreza e ainda era míope, gago e sofria de epilepsia. Enquanto escrevia Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado foi acometido por uma de suas piores crises intestinais, com complicações para sua frágil visão. Os médicos recomendaram três meses de descanso em Petrópolis. Sem poder ler nem redigir, ditou grande parte do romance para a esposa, Carolina.

Manuel Bandeira sempre se gabou de um encontro com Machado de Assis, aos dez anos, numa viagem de trem. Puxou conversa: O senhor gosta de Camões? Bandeira recitou uma oitava de Os Lusíadas que o mestre não lembrava. Na velhice, confessou: era mentira. Tinha inventado a história para impressionar os amigos.

Mário de Andrade provocava ciúmes no antropólogo Lévi-Strauss porque era muito amigo da mulher dele, Dina. Só depois da morte de Mário, o francês descobriu que se preocupava em vão. O escritor era homossexual.

Mário Quintana, na cama do hospital, após quebrar o fêmur ao ser atropelado, perguntou: Anotaram a placa? Explicaram que o atropelador o havia socorrido e estava identificado. Vocês não estão entendendo. Quero saber a placa para jogar no bicho!

Monteiro Lobato adorava café com farinha de milho, rapadura e içá torrado (a bolinha traseira da formiga tanajura), além de Biotônico Fontoura. Para ele, era licor, diverte-se Joyce, a neta do escritor. Também tinha mania de consertar tudo. Mas para arrumar uma coisa, sempre quebrava outra.

João Cabral de Melo Neto agradeceu a homenagem, com uma ressalva: Meu time é o América do Recife.

Jorge Amado para autorizar a adaptação de Gabriela para a tevê, impôs que o papel principal fosse dado a Sônia Braga. Por quê?, perguntavam os jornalistas, Jorge respondeu: O motivo é simples: nós somos amantes. Ficou todo mundo de boca aberta. O clima ficou mais pesado quando Sônia apareceu. Mas ele se levantou e, muito formal disse: Muito prazer, encantado. Era piada. Os dois nem se conheciam até então.

José Lins do Rego era fanático por futebol. Foi diretor do Flamengo, do Rio, e chegou a chefiar a delegação brasileira no Campeonato Sul-Americano, em 1953. Foi o primeiro a quebrar as regras na ABL, em 1955. Em vez de elogiar o antecessor, como de costume, disse que Ataulfo de Paiva não poderia ter ocupado a cadeira por faltar-lhe vocação.

Rodaram o videoteipe para confirmar a validade de um lance contra o seu Fluminense. Foi unanimidade: pênalti claro. Nelson Rodrigues gritou: Câmera em mim! Se o videoteipe diz que foi pênalti, pior para ele. O videoteipe é burro! E é só o que tenho a dizer.

O escritor Pedro Nova parafusava os móveis de sua casa a fim que ninguém o tirasse do lugar.

Aos 20 anos, Rachel de Queirós já era jornalista profissional no Ceará e arranjou um emprego como professora interina. Com o salário razoável, comprou um carro, um Overland de quarta ou quinta mão. Nas primeira lições de direção, quase matou o pai, que estava na frente do automóvel. Ele fez Rachel jurar que não ia mais tentar dirigir, pois além de louca, era cega. Nunca mais pegou no volante e andaria desde então com motorista particular.

Acusado de desacatar o presidente Prudente de Morais, Raul Pompéia é demitido da diretoria da Biblioteca Nacional. No dia de Natal de 1895, dá um tiro no coração. A mãe e as irmãs correm para acudi-lo. Uma delas pára na porta e tem uma crise de nervos. Antes de pedir água e morrer, o escritor, tendo notado o estado da irmã, diz à mãe: Vá ver a Alice.

Vinicius de Moraes, casado com Lila Bosco, no início dos anos 50, morava num minúsculo apartamento em Copacabana. Não tinha geladeira. Para aguentar o calor, chupava uma bala de hortelã e, em seguida, bebia um copo de água para ter sensação refrescante na boca.

Como ator teatral, William Shakespeare esteve à porta da mendicância. Como diretor, levou um teatro à falência. Como produtor, teve que escrever espetáculos para pagar dívidas. Foi ator ambulante e, uma vez, pôs fogo num teatro. Aos trinta anos, finalmente, se firmou como poeta e dramaturgo. Escreveu 37 peças (dezessete comédias, dez dramas e dez tragédias), dois grandes poemas e 154 sonetos.

 

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