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O Vestibular e os livros

O Vestibular e os livros

Bons resumos comentados de obras descomplicam, ampliam a compreensão de obras difíceis e assim também abrem novas portas para o prazer da leitura integral dos bons livros.

Veja mais essa dica!

A Folha de S. Paulo trouxe na seção Tendências e Debates (edição de 24 de março) o artigo de um escritor, Rubem Alves, que manifesta sua profunda antipatia pelo tratamento formal da língua. Usa o termo dígrafo (também título) como pretexto para opor gramática e prazer, mostrando desprezo a todas expressões não poéticas da realidade.

No final do artigo ele também aponta ao leitor coisas que afastam as pessoas do prazer da leitura. Mais ainda, que nelas criam repulsa. Que coisas? Os livros obrigatórios do vestibular e os resumos que deles são feitos.

Para Rubem Alves, quem aprende resumos de obras para passar no vestibular aprende mais que isso: aprende a odiar a literatura . O autor antes conta que chegou a ter raiva da literatura quando aprendeu análise sintática. E explica que recobrou o gosto depois de esquecer tudo o que aprendera de análise sintática. Evidentemente, força de expressão, recurso para ênfase do articulista. Mas parece que não existe muito mais do que a força de expressão em todo o artigo. Segundo sua analogia, o triunfo da anatomia corre ao lado do fracasso do amor físico, do mesmo modo que o estudo da gramática retira os prazeres da leitura. No parágrafo final ele lamenta que os jovens só chegam às obras literárias por serem objeto de exames vestibulares e sonha com o dia em que os livros serão lidos pelo simples prazer da leitura.

Tudo muito cheio de paixão. Afinal, o autor nega-se a andar em linha reta e deleita-se em analogias.

Os livros obrigatórios dos vestibulares
Os livros obrigatórios do vestibular

O artigo poderia ser apenas uma forma de mostrar entusiasmo pela palavra. Mas o excesso de louvor ao poder das palavras já jogou a humanidade num período de longa ignorância. Período que foi terminar só quando vários heréticos pensadores cientistas voltaram a questionar o saboroso charme das palavras simplesmente lembrando que elas podiam estar bloqueando a luz que sinalizava o mundo exterior. Foi assim que, em meados do milênio que agora termina, a Terra passou a girar, em sua forma quase esférica, quase que circularmente em torno do entorno do entorno… Eppur si muove – e o homem descobriu que realmente havia mais coisas entre o céu e a Terra do que sonhavam vãs filosofias. E esse despertar científico se fez em harmonia com um incrível resplandecer das Artes, que teve aí um dos seus mais grandiosos momentos.

O avanço do conhecimento formal alimenta-se do mesmo entusiasmo que impregna a mão do artífice. Conhecer a anatomia das papilas gustativas, ou termos evolucionistas que explicam o prazer ao se comer um doce, não muda um sabor açucarado em azedo!

Quando iremos aprender a louvar todos os bons frutos do trabalho humano? Por que teremos de apagar a luz da ciência para acender o fogo das artes? Um artigo como o citado atiça ódios mas diz combatê-los.

Será que o autor sabe que o vestibular levou mais de um milhão de jovens, ao longo dos últimos anos, a ler livros da Literatura Brasileira e Portuguesa? Imagina quantos desses jovens jamais teria aberto qualquer daqueles livros se não estivessem no programa de um grande vestibular? Tem ideia de que milhares desses vestibulandos, independentemente do fato de saberem análise sintática ou não, de conhecerem ou não o que são dígrafos, foram encantados pela maestria dos grandes autores? Conheceram novas formas de dizer e encontraram estórias deliciosas. Essa é uma idade muito especial em que sua compreensão está madura para entendê-los e apreciá-los.

Sabe o autor que, além de ler os livros, os jovens se interessaram por comentários, análises e resumos das obras? Foram às centenas ver peças de teatro e filmes sobre os livros. No ano passado, Machado de Assis teve simultaneamente várias peças sobre Memórias Póstumas sendo exibidas, sempre cheias de vestibulandos que queriam ver algo mais sobre uma das leituras obrigatórias.

Foram assim muitos os caminhos que levaram os jovens ao texto primeiro e completo.

Resumos e análises foram apresentados por muitos autores que despertaram para as Letras milhares de jovens. Eles não substituem a leitura e sim levam até ela! Como ignorar o valor do trabalho de grandes estudiosos, de professores como Antonio Cândido e Massaud Moisés, que ofereceram ao leitor bons resumos ao conduzir sua análise e apreciação de escritores brasileiros?

Hoje os jovens têm celular, tv, vídeo, games, dvds e etc– há milhões de estímulos que lhes oferecem grandes emoções a baixo custo e com pouco esforço. Achar que eles só devem sentir prazer lendo bons livros é ignorar o presente. Mas esses jovens também podem vir a gostar da grande literatura.

O vestibular ajuda a descobrir mais este prazer. Não são todos que irão apreciar as leituras, mas muitos certamente saberão. Por que ter aversão a esse caminho? Bons resumos comentados de obras descomplicam, ampliam a compreensão de obras difíceis e assim também abrem novas portas para o prazer da leitura integral dos bons livros. Por que então tanto preconceito e insistência em combatê-los?

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