Rendimento na reta final - parte II - Vestibular1

Rendimento na reta final – parte II

Rendimento na reta final – parte II

Rendimento na reta final (para Vestibular e Enem)

Continue vendo como aproveitar as últimas semanas de estudo para vencer a grande maratona de provas e obter um bom rendimento.

Candidatos estressados sempre houve, mas a carga ficou pesada demais. Desde que a globalização e o desemprego se tornaram conceitos palpáveis, os jovens enfrentam a disputa como se sentissem o peso do mundo nas costas. Com a crise mundial anunciada às vésperas dos exames, a situação piorou. Nesse caldeirão de pressões entra também a angústia dos pais, que além da crise da meia-idade passaram a trabalhar mais e a ganhar menos. Os pais ansiosos apostam tudo no sucesso dos filhos e, em muitos casos, incentivam a nova geração a seguir o caminho oposto ao deles.

No capítulo das escolhas profissionais, a massa dos candidatos continua optando pelos três cursos clássicos: Direito, Medicina e Engenharia. Essa conclusão surge da análise dos números absolutos, em geral camuflada pelas relações candidato-vaga que parecem indicar booms como Turismo, Publicidade e Propaganda e Jornalismo. Um cargo de gerência, por exemplo, pode ser assumido por um administrador, um economista ou um advogado. Para as empresas interessa menos o que ele aprendeu na graduação e mais todo o patrimônio adquirido desde o ensino fundamental.

Toda pessoa conta com três especialidades básicas de memória numa classificação temporal: a de curto prazo, que retém dados por horas ou dias, a de longo prazo, que armazena dados por longos períodos, e ainda a de trabalho, que só registra o que interessa por alguns segundos. O cérebro constrói o mundo de acordo com os interesses particulares do indivíduo e está mais propenso a guardar coisas espetaculares, emocionais, do que acontecimentos que não fazem parte do cotidiano, ensina o neurologista Iván Izquierdo, do Departamento de Bioquímica da UFRGS. Nada mais natural, portanto, que os estudantes guardem facilmente o telefone da namorada e esqueçam datas históricas ou fórmulas matemáticas.

Para manter a memória afiada é preciso estimulá-la sempre. Entre as dicas dos neurologistas está a observação de detalhes que podem ajudar a lembrar rostos, nomes ou ocasiões. Até bate-papos descompromissados despontam como estimulantes do raciocínio porque, numa conversa, a mente está sempre trabalhando, procurando dados, recordações ou fazendo associações. Além de prestar atenção às aulas, os jovens devem ler e escrever muito e estar atentos a tudo, desde um jogo de futebol até uma sessão de música erudita.

Alguns professores apegam-se a jargões, musiquinhas e historietas para ensinar conceitos mais complicados. De eficiência discutível, o método saiu de moda porque está ancorado na batida noção da decoreba. Apesar disso, em situações particulares, ele pode funcionar como recurso adicional. Um dos mais famosos divulgadores dessa linha é o professor de Física José Inácio Pereira, conhecido como Pachecão, que gravou um CD com músicas para vestibulandos que já vendeu mais de 50 mil cópias. O mineiro Pachecão viaja em média duas vezes por semana para dar aulas em ginásios lotados em todo o país. Não adianta só decorar fórmulas, é preciso entendê-las e aprender a raciocinar, diz.

Outro adepto da criatividade, o carioca Amaureny Mourão leciona História e compõe sambas-enredo. Sem sair do tom, conseguiu juntar as duas ocupações e hoje improvisa músicas e adapta canções famosas ao conteúdo das aulas. Foi assim que criou o Rap do Mercantilismo e assumiu o pseudônimo de Bill, mais sonoro e descontraído. Dons artísticos ajudam, mas não garantem a atenção de 150 alunos confinados em salas muitas vezes abafadas. O ator paulistano Eduardo Silva, o serelepe Bongô do programa infantil Castelo Rá-Tim-Bum, passa a maior parte do tempo domando marmanjos nas aulas de Biologia do Curso Anglo. Professor há 13 anos, Dudu recebeu três prêmios de teatro por sua atuação na peça A Comédia dos Erros, da trupe de Cacá Rosset. Em razão da dupla competência, ele se movimenta o tempo todo e ocupa o espaço da sala e a atenção dos alunos. No começo, achava que eles gostavam da minha aula porque eu era ator, mas com o tempo percebi que isso ajuda, mas não é tudo, conta Silva.

Embora recuse o título de showman, o cearense Gilson Sombra faz sucesso no cursinho Galois, em Brasília. Ele usa o violão para ensinar Física, mas com parcimônia. Não transformo minhas aulas em show nem faço brincadeiras fora do contexto da matéria, conta. Por isso, o instrumento só entra em cena quando o assunto é acústica. No Curso Objetivo, também no Distrito Federal, as aulas de Química do professor Ivan Dutra podem terminar na cozinha. Empenhado em melhorar o rendimento dos alunos, ele recorre até às receitas da vovó para ensinar a oxidação do ferro. Em Belo Horizonte, a candidata mineira Cibele Oliveira, de 18 anos, tem acesso a recursos como esse no cursinho, mas não deixa de manter a rotina diária de estudo dentro de uma estratégia que ela mesma planejou. Foi assim que a paulistana Aline Fazzolari Dota, de 18 anos, venceu a maratona do último vestibular com louvor. O nome dela brilha na lista das dez melhores notas da difícil seleção da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Aline entrou na Faculdade de Medicina, em Botucatu, o curso mais concorrido do país, e também na Universidade de São Paulo e na Federal de Santa Catarina.

Ao encontrar um obstáculo, o aluno deve partir para a próxima pergunta e só retornar ao ponto em que encontrou dificuldade se houver tempo. Desperdiçar o tempo com uma questão difícil é arriscar-se a deixar de responder outra pergunta que provavelmente teria condições de acertar. Nas provas com testes de múltipla escolha, é essencial reservar algum tempo para preencher o gabarito.

Nesses casos, um recurso duvidoso pode ser utilizado pelos candidatos menos preparados. Nos derradeiros 5 minutos, alguns alunos tentam apelar para a lógica e eliminar as questões improváveis. Na maioria das provas, o número de alternativas corretas é distribuído uniformemente. O estudante tenta contar aquelas que assinalou sem muita certeza e ver se há mais ou menos o mesmo número de respostas de cada alternativa. Mas os professores explicam que isso é inútil. A única certeza que o bom senso pode indicar é que, no intervalo entre a primeira e a segunda fase dos vestibulares, o aluno deve continuar estudando. Todo tempo disponível – cinco, dez ou 20 dias – pode fazer diferença na contagem final. Mantendo a preparação, o candidato chegará ao dia da prova com a adrenalina a seu favor.

 

Viu o início desta matéria… Leia mais: Rendimento na reta final – parte I

 

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