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Vestibulandos opinam sobre a maratona das provas, vestibular

Vestibulandos opinam sobre a maratona das provas

Como aproveitar as últimas semanas de estudo para vencer a grande maratona de provas

Considerado o maior cê-dê-efe pelos colegas de classe, o carioca Marcelo S. revela seus truques para a última hora. Faz resumos de vários pontos importantes, relê toda a matéria, pensa no que é fundamental e depois escreve no caderno, seguindo a própria lógica. Apesar de seus poucos 17 anos, o candidato a Engenharia não teme as provas e dispõe de equilíbrio para dar e vender. Segundo ele, não há fórmula para passar no vestibular. Cada um tem de buscar a sua maneira.

A angústia tem acenado ao brasiliense Henrique W., de 19 anos, mas sem paralisá-lo. Estudante de Psicologia de uma faculdade particular, Weber voltou ao cursinho para tentar uma vaga na Universidade de Brasília ou na Universidade Federal de Santa Catarina. O garoto de longos cabelos ruivos à moda rastafári vai bem em Física e Matemática e torce o nariz à decoreba e às surradas musiquinhas para aprender conteúdos espinhosos. Apesar disso, não abre mão do bordão Raimundo, me vê um quibe? A frase ajuda a lembrar a fórmula de Física para calcular o raio de uma circunferência. A tradução é: R (raio) = M (massa) x V (velocidade), ÷ Q (carga) x B (campo magnético). Isso ajuda, mas é preciso ir além e aprender a utilizar bem a fórmula, diz. Nesta altura do campeonato, o aluno deve esmerar-se nas disciplinas que mais domina e não superestimar os pontos fracos, como lembra o baiano Edson Transilo França, professor de Química em três cursinhos.

Apesar de estar com essa lição na ponta da língua, a paulistana Patrícia Moraes sente-se despreparada e matriculou-se em um intensivão de dois meses. Detalhe: aos 25 anos, ela é bióloga formada pela Universidade de São Paulo (USP) e acha necessário voltar a estudar o conteúdo do ensino médio (até mesmo de Biologia) para tentar uma vaga em Medicina Veterinária.

A colega Claudia de Oliveira Paulo, de 20 anos, vive pressão semelhante. Inscrita no vestibular de seis universidades, ela enfrenta a maratona de cursinho, noites mal dormidas e fins de semana exaustivos há três anos. Até mesmo um estranho sente-se compadecido ao ouvir o algoz que a garota carrega dentro de si. Depois de abrir mão do namorado e da terapia para ganhar algumas horas diárias de estudo, a estudante diz ter abandonado a vida social para dedicar-se exclusivamente ao sonho de ser médica. Ela passa as manhãs no cursinho, almoça e continua estudando sozinha na própria escola. Em casa, enfrenta mais 6 horas debruçada sobre os livros e nos sábados aumenta a carga para 12 horas.

Com 20 anos e ainda no cursinho, queria que os dias tivessem 30 horas, aflige-se. Se ainda assim não for aprovada, voltará à rotina de apostilas e simulados no ano que vem. Pode-se avaliar o efeito da competição sobre essa garotada, que conta histórias de disputa entre os próprios colegas do cursinho. Nesse ambiente, há estudantes que não ajudam na solução de uma dúvida ou distribuem respostas erradas durante um simulado. Quando sinto sono, penso que, enquanto dormir, alguém estará estudando, afirma Claudia.

Karen Cristine F., de 20 anos, optou pela tradição e vai tentar Medicina pelo terceiro ano consecutivo. Estudiosa durante toda a vida escolar, a paulistana acha o vestibular ingrato e sempre fica nervosa quando recebe a prova. É a velha sensação do branco, implacável e traidora. Esse efeito, porém, está relacionado à forma de armazenagem dos dados. A memória não é um quarto de despejo. É preciso estocar informações de maneira conveniente e ordenada, explica o pesquisador Cláudio Guimarães dos Santos, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. Se o aluno guardou informações fragmentadas de um problema, certamente vai recordar-se do exercício da mesma maneira. Daí a importância do estímulo durante a aquisição das informações pelo cérebro.

Nascida em uma família de classe média, Aline só concorreu em universidades gratuitas e praticou caratê para relaxar. O sucesso tão aguardado veio em sua segunda incursão no vestibular, quando fez cursinho e aprendeu a estudar. Deixei de decorar como sempre havia feito e passei a compreender e privilegiar uma visão geral da coisas, conta. Marinheira de segunda viagem, Juliana Tsai, de 18 anos, presta Direito novamente e acha que desta vez está preparada porque também passou a valorizar a compreensão antes de tudo. É inegável que os alunos que percebem esse conceito têm mais chance que os demais.

A novata Amanda S. Andrade Souza ainda está em dúvida sobre seu destino. Sei que não estou encarando o vestibular de forma amadurecida, mas ainda sou nova. É o oposto do paulista André M. Luiz. Ele está certo de sua opção: Medicina. Bem preparados ou não, na hora da prova devem adotar a estratégia do velho jogo de pega-varetas. Em muitos exames, os candidatos dispõem de apenas 3 minutos para cada questão e, por isso, precisam criar um método eficaz. O mais recomendado é dar uma olhada nas questões e resolver primeiro as fáceis, como as varetas mais acessíveis.

 

 

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Publicado em:As Novidades

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